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Blog do Lídio Leopoldo Pinheiro


DIÁLOGO

*Vejam este diálogo de quase 400 anos.*

*O diálogo, da peça teatral* *"Le Diable Rouge", de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino,* *durante o reinado de Luís XIV, século XVIII que, apesar do tempo decorrido, é bem atual.*

*Atentem principalmente ao último trecho:*

*Colbert:*
Para arranjar dinheiro, há um momento em que
enganar o contribuinte já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente,
que me explicasse como é possível continuar a gastar
quando já se está endividado até o pescoço.

*Mazarino:*
Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas
e não consegue honra-las, vai parar na prisão.
Mas o Estado é diferente!
Não se pode mandar o Estado para a prisão.
Então, ele continua a endividar-se.
Todos os Estados o fazem!

*Colbert:*
Ah, sim? Mas como faremos isso,
se já criamos todos os impostos imagináveis?

*Mazarino:*
Criando outros.

*Colbert:*
Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

*Mazarino:*
Sim, é impossível.

*Colbert:*
E sobre os ricos?

*Mazarino:*
E os ricos também não.
Eles parariam de gastar.
E um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.

*Colbert:*
Então, como faremos?

*Mazarino:*
Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente!
Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer.
É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos.
Formam um reservatório inesgotável...
É a classe média!

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 15h26
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Cuidado com os subterfúgios.

Porque a política é dividida em tantos partidos? Não pense que é só para dar mais opção de escolha a você,  seu principal objetivo é partir a massa em pedaços,    em partes menores fica mais fácil governá-la, imagine uma massa coesa cobrando dos políticos a responsabilidade de administrar bem  nossos impostos, do jeito que  queremos. Isso para eles é impensável. Então eles dividem em partidos, e quanto mais partidos melhor, a  massa fica mais dividida;  parte puxando  para um partido, outra puxando pra outro, transferindo culpas etc. não pressionam tanto o sistema, facilitando  o processo de dominação e opressão; alivia os problemas para a classe política dominante! Aliás, a sociedade é fragmentada propositadamente em: religiões, política, futebol, organizações ditas sociais, mídia e por aí vai...Então quando você se dispões a vestir a camisa de um desses fragmentos, a sai defendendo-o  cegamente, nada mais estás fazendo do que entrar no jogo deles.

Para mudar isso, precisamos começar por uma educação cidadã de qualidade, educação essa, que se torna difícil de alcançar,  uma vez que a educação, fragmentada,  também faz parte do sistema de dominação. Ela não pertence ao país, e não está a serviço do país, e sim a serviço  da ideologia do poder, ela vive mudando e acompanhando a ideologia dos governantes.

O comércio também usa essa técnica, da fragmentação de preços, é comum você ver anúncios de R$ 9,99 por semana ao invés de R$ 39,96 por mês. Leva você a ilusão  que é muito barato e mais fácil de pagar R$ 9,99 por semana, e a não perceber que os meses de 5 semanas você pagará R$ 49,95, mais do que se tivesse feito uma compra de R$ 40,00 mensais.

É preciso ficar atento para não achar que você é o dono da verdade...Os subterfúgios operam em todo organismo social, fugir deles é missão impossível, nos resta apenas selecioná-los de acordo com a visão de mundo que conquistamos, os fragmentos que nos atinge mais diretamente e cobrar providências, entre eles os fragmentos políticos que afetam nossos direitos de cidadãos.

Não podemos entrar no jogo do sistema, culpando uns e outros, todos foram colocados lá, para nos servir e não para serem servidos por nós. Eles precisam aprender a prestar conta ao povo assim como prestamos contas aos nossos patrões. Nós somos os patrões deles, não podem e não têm o direito de mentir pra nós e nos usarem como se fosse-mos os culpados pela incapacidade de governar bem para o povo.

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 18h39
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ÓDIO A IMPRENSA

Talvez o ódio que os petistas curtem pela imprensa, de modo geral,  seja pelo fato dela mostrar ao Brasil as mazelas do governo do PT, Tanto em relação a corrupção como as obras inacabadas, e as que nunca iniciaram, como as estradas de escoamento da produção agrícola, verdadeiros atoleiros, que impedem os caminhoneiros se aventurem a puxar as safra de soja e outros produtos agrícolas. Enquanto o governo do PT esvaziou os cofres do BNDES para financiar obras de infraestrutura nos países amigos  e parceiros ideológicos.

-Por mostrar o estado de calamidade pública que se encontra os hospitais, faltando leito, remédios, médicos, equipamentos e prédios mal cuidados; e em quantidade insuficiente para atender a demanda de pacientes que acabam morrendo pelos corredores dos hospitais.

 -Por mostrar as escolas caindo aos pedaços e em quantidade insuficiente, professores mal treinados e mal pagos, e carentes de equipamentos; escolas sucateadas e inadequadas às atividades pedagógicas.

Estradas de ferro abandonadas, outras iniciadas e não concluídas, metrôs e VLTs prometidos para a Copa do Mundo.

Portos iniciados e não acabados, como o de Piauí, e outros portos sucateados, estaleiros e plataformas petrolíferas abandonadas etc..

Na verdade nós pagamos impostos de primeiro mundo e recebemos serviços de terceiro mundo. Os gastos com a máquina pública consomem 50% dos encargos da previdência; e é exatamente no setor público onde estão a resistência as mudanças: Congresso, Judiciário, executivo e sindicatos dos servidores públicos. Nos últimos 13 anos, a despesa com servidores públicos foi de 171 bilhões para 390 bilhões. Há 13 anos eram de 3,8 milhões de servidores, hoje passam de 9 milhões.

O país não teve um crescimento que justificasse esse aumento de servidores públicos e de custos. E os serviços prestados a população não melhorou na mesma proporção. É óbvio, que essa bomba iria estourar nas mãos dos próximos governos.

E aí aparece o Lula, com comício de campanha antecipada dizer que quer ser presidente outra vez porque o Brasil precisa dele. Quem precisa dele no governo são as sanguessugas do poder que viveram esses anos todos mamando muito bem nas tetas da republica. O brasileiro trabalhador, responsável pela produção  do país, quer distancia dele e de seus asseclas.

 

 

 

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 19h38
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CRISE ECONÔMICA

 

O Brasil foi o país que mais cresceu no período pós-revolução de trinta até a década de 1980. Somente a partir do final do governo militar até 1995, a economia tomou rumos inversos ao crescimento entrando numa tremenda crise econômica e desequilíbrio inflacionário. A inflação nesse período pós-militar, chegou ao patamar de 75% ao mês, 900% ao ano. O desabastecimento foi inevitável. Pessoas faziam filas nos supermercados para comprar sal, açúcar, carnes e frangos; antes que acabasse o estoque, e a correria nos supermercados era grande, não só atrás dos produtos, mas para passar a frente também,  do remarcador de preços com suas maquininhas de remarcar. o frango chegou a ser vendidos em partes, era impossível para o pobre comprar um frango inteiro, os mais bem assalariados podiam comprar coxas e peito de frango, (é possível que os coxinhas vem desse período) os que ganhavam menos compravam as carcaças do frango, sim meus amigos, carcaças de frango. Foi um período doloroso! Depois de vários planos econômicos frustrados implantados pelos governos pós-militares. Surgiu no governo FHC o plano Real, que apesar das críticas da oposição, levantou a credibilidade do país e trouxe de volta os investimentos estrangeiros, o reabastecimento do mercado e  o fim da inflação, e colocou o país nos eixos;   reabilitando e estabilizando  a economia.

O mais difícil para o FHC, alem do combate a corrupção, foi enfrentar a cultura do aumento mensal de salários, principalmente do funcionalismo público, com os salários congelados, em função do grande aumento  de compra que os salários obtiveram com a troca de moeda. Mas os sindicatos fiaram sem função por oito anos, e precisavam justificar sua existência, e  o jeito foi apelar para a máxima socialista de destruir reputação, até que chegassem ao poder através de Lula.

Quando o Lula foi eleito começou a colher os frutos do plano Real, empolgado com o sucesso, ao invés de aproveitar para fazer investimento na infraestrutura do país, já sucateada, se encheu de vaidade e só queria viajar pelo mundo divulgando ser o melhor presidente do mundo, investindo bilhões em países vizinhos: como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador, Angola e perdoando dívidas de países africanos. Passou o governo para sua parceira Dilma Rousseff, um país combalido, dando os primeiros sinais de desaceleração do crescimento com a queda do PIB; desestruturado, com altas taxas de juros, com a queda das commodities, o governo Dilma, para ajustar o nível de atividade econômica, manteve a expansão do credito e ajudou o setor produtivo com isenções fiscais. Essas medidas não foram suficientes para dinamizar o Crescimento produtivo (PIB), a baixa arrecadação  associada a o alto nível de corrupção no governo e estatais, fundos de pensões e o inchaço da máquina pública,  fez explodir em 2015, a maior crise econômica da nossa história; dando origem ao  impeachment da presidenta Dilma.

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 20h13
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CAMINHO DO REI

Em outubro de 1845 quando da visita que Dom Pedro II a freguesia de Santo Antônio de Lisboa para conhecer a Igreja Nossa Senhora das Necessidades construída entre 1750 e 1756, conta-se que estava programada a visita do Rei a Freguesia de Canasvieiras. A população local dos arraiais circunvizinhos aguardava com expectativa a nobre visita, mas devido uma tempestade acabou não acontecendo. A visita era para conhecer o povoado e a Igreja de São Francisco de Paula, padroeiro desta comunidade. Para a passagem do Rei foi feita uma picada entre a praia e igreja, a qual originou o nome Caminho do Rei, atual José Bahia Bittencourt. Há anos um projeto de lei municipal mudou o nome desta rua, ignorando sobremaneira aspectos históricos e relevantes a memória de Canasvieiras. ( IPUF)

Interessante que até hoje, a comunidade só conhece essa rua pelo nome Caminho do Rei. Está na hora de nossos vereadores fazerem um projeto de lei para resgatar esse nome para que a história não seja perdida no tempo.

 

Nesse momento em que a comunidade está comemorando a criação do Caminho de Santiago de Compostela que por sinal, nunca passou por aqui.



Escrito por Léo Pinheiro às 12h28
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TURISMO ESPÍRITUAL

De repente encontro-me num lugar totalmente desconhecido, sem saber como cheguei lá.  Parado a margem de uma avenida muito larga de duas mãos separadas por um largo canteiro ajardinado com flores de raras belezas, jamais vistas. As casas tanto de um lado quanto do outro, pareciam casa de bonecas, arquitetura que lembrava à alemã, todas com floreiras nas janelas e paredes, pareciam sambambais que derramavam flores tipo  orquídeas, as folhas de um verde vivo luminosas, as flores multicoloridas, com destaque para o tom azul forte e vermelho, intercaladas pelo rosa  e amarelo bem suave.

Estava ali, encantado com tanta beleza e me questionando, será que estou na Alemanha, em alguma parte de Blumenau, que cidade é essa? Como vim parar aqui. Curioso!..  Não se vê ninguém, andando nas ruas, apesar de muitas casas estarem com as janelas abertas; também não se vê nenhum carro, ônibus, estranho!.. Foi quando, sem esperar e sem saber de onde vieram, aparecem três rapazes:  ---Bom dia!

-Bom dia, respondi!

 Todos calçavam tênis, dois de calças brancas e camisa rosa bem clara, o outro usava calça jeans azul desbotada e camisa azul anil. Eram de aparências jovens, entre 25 e 30 anos.

- Está gostando da cidade? Perguntou-me o que vestia camisa azul. --Sim, respondi!

-Mas para quê uma avenida tão larga e até agora não vi passar um carro, nem ônibus, aliás, nem pessoas, o que vi até agora foram vocês.

-Eles abriram um sorriso no rosto.  Rostos  que não consegui memorizar, não pude ter a sensação de conhecê-los ou compará-los a conhecidos.

O de camisa azul me falou:

-gostas de futebol não e?

-Sim gosto!

-Vem com a gente, ordenou! Caminhamos uma quadra mais ou menos e entramos num barzinho rústico, onde havia algumas mesas de jogos e pessoas jogando, não me ative que tipo de jogo. Mas me vi num grande espelho na parede de fundo do bar, e estranhei  minha aparência, apesar dos meus 72 anos, eu aparentava a idade dos rapazes que me acompanhavam, talvez por isso eles me tratavam com igualdade.

-Vem por aqui, disse-me um  dos rapazes. Descemos uma escada em curva e no final da escada um campo de futebol, jogadores treinando e muita gente em volta dos alambrados assistindo. Ele me falou: esse é o Bota Fogo, ia lhe perguntar se era o botafogo do Rio, quando olhei para a parede do vestuário e vi  o escudo do botafogo com sua estrela solitária.

-O Bota Fogo treina aqui?

-Sim, confirmou o de camisa azul. Só ele falava, os outros dois só demonstravam muita simpatia, expressavam sorrisos, mas não falavam nada. Pensei:

- Porque o Bota Fogo viria treinar nesse lugar tão estranho? Parece que eles adivinhavam meus pensamentos, e respondiam,

-Eles gostam muito daqui.

-Vamos? Perguntou o rapaz de camisa azul.

-Vamos, respondi!  Foi quando os dois de camisa rosa entraram num túnel, muito estreito e sem acabamento, feito no barro puro, e saíram voando túnel adentro, ficou eu e o meu interlocutor.

- Vamos? Insistiu ele.  

-Como? Perguntei, eu não caibo nesse túnel, nem em pé nem deitado, vou deixar os ombros  nas parede.

-Você só tem que fazer o que eu vou fazer,  dar um mergulho e pronto.

-Por que não voltamos pelas escadas?

- As escadas são de entrada. A saída é pelo túnel.

-Vamos, me segue, insistiu. E se mandou túnel adentro. Meio incrédulo pensei:  se eles passaram eu também passarei, e me joguei. Incrível a velocidade com que passei sem tocar nas paredes estreitas do túnel; chegamos ao barzinho de onde tínhamos partido; certifiquei-me que não tinha sujado a roupa. Tanto eu como os amigos, estávamos impecáveis,  em questão de roupa limpa. Mais uma vez me questionei: como pude passar por esse túnel tão estreito flutuando? Será que  morri, já ouvir dizer que morto passa até pelas paredes, portas, sem ninguém ver. Meus pensamentos foram interrompidos pelos três que simultaneamente, e com ar sorridente, confirmaram:

- Você gosta do Santos, não é?

–Sim. Como sabem disso?

-Deixa pra lá, vem conosco! Junto à escada que desce para o campo do Botafogo, outra subia para um patamar superior, subimos as escadas e saímos num grande complexo esportivo com cinco campos de futebol, muitas famílias assistindo, e gritavam com os filhos, vai Felipe, vai José! Próprio dos pais assistindo os filhos jogando. Todos os gramados só tinham crianças. E na parte onde tinha os vestiários, o logotipo do Santos Futebol Clube. Um dos rapazes, que ainda não havia aberto a boca, me falou: daqui já saíram grandes jogadores e em breve sairá mais uma leva de grandes craques.

Um treinador do campo mais próximo de nós, um sujeito magro aparentando uns 28 anos, não me era estranho, até que ele gritou com uns dos meninos, orientando como ele deveria jogar. Pela voz lembrou-me Telê Santana, mas que eu saiba o Telê nunca foi técnico do Santos, e muito menos da base.  Bem não concluir o pensamento o amigo falador de camisa azul confirmou. Esse é o Telê Santana.

-Mas o Telê Santana já morreu? Questionei.

-Pra vocês sim.

Nesse momento fiquei em dúvida  se  eu tinha morrido ou não, e me veio uns calafrios, pensei na minha esposa, nos filhos. Como será que eles estão se sentindo sem mim?

Mas uma vez fui interrompido pelo rapaz de  camisa azul. Nada disso que você esta pensando. Quis questionar, mas eles não me davam oportunidade.

Saímos desse ambiente, sem lembrar-me como. Vi-me atravessando a avenida já descrita até uma linda praça, contornada por essa larga avenida. Interessante que o piso da avenida não era asfalto, era uma espécie de cimento branco, muito liso e bonito. Chegamos à praça que era de uma beleza encantadora. Arvores frondosas, as folhas de um verde nunca visto. Os canteiros em forma de círculos, e em cada circulo com um tipo de flor. Em apenas dois canteiros identifiquei as flores: um era de lindas Hortênsias e outro de rosas, que me impressionou muito pelas cores das rosas: rosas vermelho vivo, azuis, rosas e rosas verde. Essa última parecia de plástico, toquei nas pétalas verdes para me certificar, o perfume impregnou meus dedos. Uma fragrância maravilhosa e inexplicável.

A praça tinha muitos bancos de pedra polida, tipo granito, e em todos tinha gente sentada  conversando alegremente. Tinha uma parte mais alta que parecia um altar, lá um rapaz com vos de locutor falando e muita gente de pé voltadas para ele escutando. Perguntei ao meu amigo.

- É pastor evangélico?

-Ele deu um sorriso e disse: não é líder comunitário, eles estão discutindo os problemas da cidade, aqui tudo é resolvido na praça.

Como era na Grécia Antiga? Perguntei.

-Sorriram apenas!

Sentamos-nos num banco que ficava de frente para um prédio curvo acompanhando o contorno da praça; quatro andares, toda frente envidraçada, parecia espelhos que mudavam de cores a todo momento. Tinha uns cem metros de fachada; e parecia suspenso do solo, conectado pela escadaria de acesso. Como sempre eles liam meus pensamentos -  e isso me impressionava e me fazia crer que teria morrido- Esse prédio não está suspenso, está apoiado num eixo central no ponto de equilíbrio do prédio, venha ver, atravessamos a avenida e próximo à escada ele falou, olhe  o eixo!  Uma coluna redonda de um metro de diâmetro. Estranhei que pudesse suportar tanto peso. Mais uma vez ele sabia o que eu pensava.

Suporta muito mais. E continuou: aqui funciona o centro de ciências desportivas.

Saímos os três pela avenida em direção ao ponto onde nos encontramos, ao chegar lá, me disseram: aqui foi o teu ponto de chegada e é o teu ponto de partida. Quando me inclinei para perguntar. Partida para onde? Não vi mais ninguém. Será que entraram em uma dessas casas? Impossível, não daria tempo! 



Escrito por Léo Pinheiro às 10h49
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Sozinho,  resmunguei: como partir e para onde? Caminhei alguns metros e vi que a avenida terminava em um abismo sem fim, como se a cidade estivesse suspensa. Meu Deus, se um carro chega aqui e não conseguir parar, que loucura é isso!..

Como vou sair daqui  e para onde vou. Não posso dizer como saí, mas de repente eu estava no meu quarto, olhando o meu corpo dormindo ao lado da minha esposa. Feliz disse a mim mesmo, posso viajar tranquilo, e num momento estava em São Paulo, em frente à Assembléia legislativa. Olhava o prédio, quando uma moça, loira, de olhos azuis, rosto ovalisado e uma expressão de pureza;  era muito linda! Aproximou-se de mim e disse: linda construção parece um pombal, não achas. Sorrindo perguntei:

-Não conhecia?

-Não,  disse ela, não sou daqui.

-Veio de onde?

-Alemanha.

-Como fala português sem sotaque?

-Sorrindo disse: gosto muito do teu idioma, por isso estudei muito antes vir para cá.

-Quero ir a Ouro Preto, conhecer as obras de aleijadinho, vamos?

-Vamos, confirmei.

Seguimos voando, lado a lado, sem trocar uma palavra. Em Ouro Preto, ela passava os dedos sobre as obras de Alejadinho e exclamava: era realmente um gênio.

-Confirmando, acrescentei: principalmente se tratando de uma pessoa com limitações físicas.

-Não resta dúvida, exclamou.

-Vamos a Brasília? Perguntou-me.

-Vamos.

 Voando e conversando, chegamos a Brasília. Visitamos os três poderes, muita gente de terno e gravata circulando.

-São os homens do governo, não é? Perguntou.

- Creio que sim.

-Gostei da cidade, exclamou! Caminhamos até a Catedral, estava acontecendo uma missa, entramos. Ficamos de pé na entrada da catedral, mas ela não estava interessada na missa, e sim na arquitetura da Catedral. Quando me virei, ela não estava mais ao meu lado, saí  e a vi andando em volta da Catedral. Aproximou-se de mim e disse; muito linda e  bela obra de engenharia!

Olhando-me  com um olhar de gratidão,  disse: tenho que ir embora para a Alemanha.

Voando ainda perto, Perguntou:

- Você, vai pra onde?

-Gritando disse; Japão.

-Japão, por que?

- visitar amigos.

Sem saber como,  estava nas ruas de Tóquio. Queria conhecer as fabricas japonesa. Sei que lá tem muitos brasileiros trabalhando, devo encontrar alguns deles. Mas era muita gente caminhando e se acotovelando nos passeios. Pensei, vai ser difícil, mas das calçadas, as pessoas desciam e subiam escadas para os porões das casas. Questionei o que será quem tem ai em baixo? Desci também, e lá era onde o pessoal trabalhava, eram as fábricas de peças, muitas máquinas trabalhando, tornos, fresas, furadeiras, oficinas eletrônicas, computadores por todos os lados, as pessoas não paravam.

Meio sem compreender, me perguntava: será essas as fabricas que tanto falam do Japão? Quando um amigo de infância, nascido em Ratones, bairro vizinho a Vargem Pequena, onde nasci- Me dá um abraço e surpreso por me encontrar. Que fazes aqui? Vim conhecer as indústrias japonesas. Aqui são as fábricas de peças, daqui elas vão para as fabricas para montar os equipamentos.

-Você trabalha aqui? Perguntei.

-Não, estou visitando também, eu moro em Moscou, na Rússia.

-Como você foi parar lá?

-Casei-me com uma russa. Vamos a minha  casa, você vai gostar. De lá, é possível ver a troca da guarda vermelha.

-Vamos.

Já na Rússia, a casa dele ficava na encosta de um morro, casa simples que tinha um terreiro na frente da porta de entrada e um parapeito no barranco que dava uma vista maravilhosa para a praça em frente o Kremlin. Estava na sala, quando ele aos gritos falava: venha ver a troca da guarda é lindo, corri para o parapeito. Apoiei os braços sobre o mesmo para assisti. Ele todo empolgado queria saber se gostei. Lindo, exclamei! Mas preciso ir.

-Para onde você vai?

-Vou para o Vaticano. Legal, exclamou! Sem me lembrar de despedida, vi-me na Praça São Pedro. Para minha surpresa, a moça alemã, que conhecera no Brasil, estava subindo as escadas para entrar no templo. Aprecei-me para chegar perto dela.

-Oi, você por aqui?

-Sim acabei de chegar,

-Vamos entrar para assistir a missa?

-Não obrigado, quero conhecer o templo, somente.

A praça estava lotada de gente, um guarda do templo pediu para que entrássemos. Ela desistiu, eu entrei.

O guarda fechou as portas do templo. Que já estava lotado. O Papa chegou, não era o Papa atual, também não o reconheci. Mas assim que subiu ao púlpito, cumprimentou a todos e disse:

Meus irmãos, há muita gente lá  fora, eles vão invadir o templo, já estão forçando as portas, saiam todos por esses corredores, à esquerda e a direita do altar.

Todos se levantaram das cadeiras e começaram a sair pelos corredores;  eu olhei e vi que o corredor da esquerda estava mais vazio. Levantei-me e me dirigi ao corredor. Foi quando trombei com a porta que dava acesso a suíte do meu quarto e cai sentado no chão com um baita galo na testa. Minha esposa acordou assustada. O que foi isso, Por que não acendesse a luz?

-Estava sonhando. Voltei para a cama e continuei dormindo.

Lídio Leopoldo Pinheiro.

 

 


 



Escrito por Léo Pinheiro às 10h46
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Uma vez que não é possível eleições para eleger os ministros do poder judiciário como é feita para eleger os membros do poder executivo e legislativo, então que se nomeiem juízes de carreira consagrada, de moral ilibara e notório saber jurídico para serem chamados de ministros e não ministros sem esses predicados para serem chamados de juízes.



Escrito por Léo Pinheiro às 12h36
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MINHA ORAÇÃO

 

Senhor, afaste de mim toda energia negativa que por ventura esteja me circundando, faça com que retorne as suas fontes de origem. Envolva-me com sua áurea de proteção,  amor, bondade e sabedoria.

Para que eu possa desenvolver minhas potencialidades, resolver meus problemas e viver na paz do senhor, com dignidade, sabedoria  e amor.

 Amem.

 

Lídio L. Pinheiro



Escrito por Léo Pinheiro às 13h10
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PROGRAMAS SOCIAIS

A sociedade organizada parte do princípio que todos têm o direito de desenvolver suas potencialidades para melhor servir o todo. Buda escreveu que: “O nascimento não condena ninguém a desgraça nem a ignorância”. O ideal social está no escotismo “Um por todos e todos por um”. A pobreza não pode ter gratidão com quem lhe oferece migalhas para sobreviver; ela é fruto da injustiça social, dos que comandam o destino das sociedades; pobreza é dívida social, não é opção de vida. Ninguém é pobre porque quer ser pobre ou porque ama a pobreza. E pobre por falta de oportunidade, oportunidade essa que lhe é negada por quem tem o dever e a responsabilidade de lhe proporcionar as condições mínimas de desenvolvimento de suas potencialidades. A pobreza brasileira não pode ser vista como uma imposição da fatalidade ( Roberto Campos). Em nosso país usar a pobreza para encabrestar eleitor pelo estomago e se manter no poder era prática do antigo coronelismo de extrema direita, tão condenado pela extrema esquerda, mas na hora que a esquerda está no poder, e para se manter nele, não tem o menor escrúpulo de se utilizar das mesmas práticas.

Os extremos, tanto de direita quanto de esquerda caminham muito próximo aos abismos. O caminho do meio tem se mostrado mais sensato, mais seguro, mais equilibrado além de parecer mais democrático e eficiente, uma vez que pode navegar entre os extremos, pegando o que há de melhor da esquerda e da direita.

Não sou contra nenhum programa de governo de cunho social que leve esperança e que amenize a fome desses nossos irmãos, condeno sim, o uso desses programas como propaganda política com o fim de se perpetuar no poder exigindo desses irmãos gratidão, ao invés de pedir desculpas. Esses programas sociais têm que ser visto como resgates de dívidas das elites dominantes contra a pobreza, não podem servir para o engrandecimento de governantes e para aumentar o poder de dominação.

O Sucesso desses programas se mede pelo número de pessoas que deixam de usá-lo e não pelo aumento dos que o procuram.

Lídio Leopoldo Pinheiro

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 12h34
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CORRUPÇÃO

A corrupção parece ser um câncer incurável no Brasil. Nossas leis são frágeis, e não intimidam ninguém, como mudar isso se as leis só poderão ser mudadas pelos políticos onde a maioria deles são os responsáveis pela corrupção?

José Dirceu, mesmo preso no processo do “Mensalão”, continuava comandando o esquema de corrupção no “petrolão”. Diante o cerco aos corruptos pela operação Lava Jato, eles não se intimidaram, continuavam e continuam desviando dinheiro público. Lula comandava quando presidente e continuou mesmo fora da presidência, se um era pego, na mesma hora era substituído por outro, só o PT teve 3 tesoureiros presos, e um 4º envolvido. Ministros, doleiros, deputados, senadores, empresários, executivos de empreiteiras, governadores, ninguém parou de roubar. José serra, Aécio Neves, Palocci. Guido Mantega, esse último, ministro da economia, deixou o ministério e  virou offce-boy, para transportar dinheiro da JBS para o PT.

Não é um problema de ideologia, o que falta é decência.

As vezes penso que só nós, eleitores, poderemos reformar esse país; mas quando lembro que a educação sempre esteve e continua a serviço do sistema político- não é atou que a qualidade do ensino não decola- sem considerar que temos pessoas ditas instruídas que compactuam com a corrupção,  por interesse pessoal ou alienação ideológica,  defendem  e lutam por esses corruptos; me faz desanimar mais ainda. Temos uma massa de manobra votante  gigantesca, que não difere dos tempos do coronelismo e  que supera em muito os votos conscientes; diante dessa realidade, como podemos mudar e reformar esse país? Só os céus!

 

Lídio L. Pinheiro



Escrito por Léo Pinheiro às 12h07
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CLIMA DE REVANCHISMO

Esse clima de revanchismo, Lula x Moro, esquerda x direita; PT x PSDB; PMDB x PT e por aí segue.  São criados pela imprensa, redes sociais e principalmente por blogueiros, que ao invés de descreverem os fatos com imparcialidade, escrevem somente o que seus seguidores querem ler e ouvir. A verdade nua e crua, to tipo doa a quem doer, como deve proceder a imprensa livre,  independente e imparcial,  é deixada de lado para salvaguardar interesses escusos; preferem cria factóides, escamotear a verdade, em defesa de um ou de outro na busca de patrocínio para seus blogs. Chega a ser repugnante  esse tipo de jogo sujo, que só faz dividir a sociedade em: nós e eles, criando inimizades e muitas vezes, destruindo velhas amizades, entre as pessoas que defendem, apenas,  um país mais justo para todos. Infelizmente estamos nos deixando levar por esse jogo de interesses, está na hora de acordarmos e pararmos de dar ouvidos a tudo que lemos , vimos e ouvimos. Mesmo por que entre os que fazem a política, não existe esse clima de revanchismo. Temos que aprender a filtrar melhor as informações. Nessa seara não há santo a ser defendido, a não ser unicamente o nosso país!

 

Lídio L. Pinheiro



Escrito por Léo Pinheiro às 10h55
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CANASVIEIRAS

 

Canasvieiras é um bairro planejado, as ruas são largas e delimitam as quadras perfeitas, a praia é formada por uma baia, suas águas são calmas e quentes, sem formação de buracos, por isso até crianças podem entrar no mar sem perigo. Isso é a maior atração ao turismo familiar e faz o diferencial do bairro.
Pena que tem muitos comerciantes, que deveriam cuidar do bairro, são os que mais o descaracterizam, montando pontos comerciais que são verdadeiros cortiços que só contribuem para denegrir a imagem do bairro. E imobiliárias que também não prezam por isso, querem alugar e receber o aluguel, o que o cara faz com o imóvel alugado não é problema deles. 
O comércio precisa despertar para esses detalhes, porque deles depende a sobrevivência de todos. A prefeitura e os órgãos de fiscalização: como vigilância sanitária, e outros também precisam fazer sua parte antes que seja tarde demais.

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 09h42
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 O FASCINIO DO PODER

 

O poder é fascinante, se pudesse pararia o tempo para ficar eternamente com os privilégios. Uma vez  no topo da pirâmide social, faz de tudo para não sair dele. Isso vale tanto para os políticos, partidos políticos, empresários, líderes de confederações, sindicatos etc. E para não sair do topo e manter o prestígio precisa do aporte financeiro. Na política, muitos dos que chegam ao poder, quer seja o político quanto o partido, no dia seguinte a posse, já está trabalhando para a próxima campanha eleitoral;  é nesse instante que surge os primeiros atos de corrupção.

Sendo assim,  a corrupção parece não ter autor, envolve a maioria dos políticos e dos partidos. Independente de que partido esteja  no comando. Como disse João Figueiredo, em uma entrevista; “em que menos se pensa, quando se está no comando  é no Brasil, só se pensa em levar vantagens pessoais e de grupos.

É desalentador ver a guerra  ideológica, na mídia e redes sociais entre esquerda e direita. O brasileiro ama a democracia, já tivemos muitas provas disso. O que não tolera é uma esquerda que usa a democracia para implantar a ditadura do proletariado e muito menos uma a extrema direita para implantar a ditadura de direita. O melhor seria  uma democracia saudável, que permita tanto a esquerda quanto a direita  e partidos de centro se alternarem no poder, tendo sempre como meta o desenvolvimento do país e o bem-estar social de seu povo. A Nação não pode ficar caminhando ora para a esquerda, ora  para a direita, apenas com um projeto de poder sem o compromisso com o desenvolvimento, sem um projeto de governo; precisa caminhar para frente. Fora disso é pura hipocrisia ideológica.

Nunca fui simpático a reeleição, quando um partido fica muito tempo no poder, passa achar que é dono do país e faz de tudo para se perpetuar no comando; esse parece ser o pensamento dos que defendem as ditaduras extremistas; e pensando assim, acaba criando castas de corruptos.

O Brasil não será o mesmo depois da operação Lava Jato, que está mostrando a podridão da política brasileira. Se hoje não somos um país desenvolvido e com alto nível de IDH já sabemos a origem. Mas só a Lava Jato sozinha não vai conseguir mudar isso, é preciso que o povo se conscientize e ajude a mudar essa cultura da corrupção, votando melhor e cobrando resultados dos eleitos. É imperativo que a sociedade se envolva, e fique atento ao comportamento dos detentores do poder, casso contrário a  corrupção, como uma fênix, surgirá das cinzas novamente para jogar todo o trabalho do Ministério Público e Polícia Federal na vala comum. Vamos deixar as ideologias de lado e pensar mais no país em que nascemos e vivemos e que com certeza, deixaremos para nossos filhos e netos.

Lídio L. Pinheiro

 

 

 




Escrito por Léo Pinheiro às 21h00
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PELE

Morei na cidade de Santos dos 16 aos 49 anos. Durante o período do grande Santos de Pelé. Não perdia um jogo na Vila, aliás, nem treino coletivo perdia.  Os treinos coletivos do Santos F.C. levavam mais gente ao estádio da Vila do que os jogos oficiais de hoje.

Na época, a maioria dos torcedores levava radinho de pilha, assistia ao jogo ao vivo e escutava a empolgação dos locutores que radiavam o jogo. E muitas vezes  era pelo rádio que sabíamos quem marcou o gol, principalmente os de Pelé. Porque ele se movimentava em campo como uma flecha, estava em todos os lugares do campo. Era comum torcedor murmurando: se é difícil para nós, sentados aqui nas arquibancadas marcar o homem, imagine para os adversários em campo.

O homem jogava muito!



Escrito por Léo Pinheiro às 21h02
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