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TURISMO O turismo se desenvolve com base em três eixos. Meio ambiente natural: praias, rios, trilhas, cachoeiras. Cultura local: modo de vida, raízes artesanatos, gastronomia, festas típicas . Social: geração de emprego e renda, e bem estar social. Mas, exige das autoridades responsável por esses eixos, investimento em infra-estrutura; estradas, saneamento básico, rede elétrica, bairros, trilhas, e praias bem cuidadas e conservadas. Além é claro de fornecer incentivos fiscais para uma boa rede de hotéis e pousadas. Hospedagem de qualidade é fundamental para que o turista permaneça mais tempo no município deixando mais recursos para novos investimentos. Como já foi dito por especialistas em turismo: “cidade boa para o turismo é aquela que é boa para seus moradores”. As pessoas que habitam essas regiões turísticas, precisam ter qualidade de vida, para que possa passar uma boa impressão aos visitantes e com isso atrair mais turistas. Elas precisam ser contempladas pelo poder público, com investimentos que proporcione essa qualidade, não só como contribuinte permanentes, pagando impostos o ano todo, mas principalmente pela contribuição que seu trabalho junto aos turistas geram em renda ao município. Não dá para continuar a incentivar o turismo com nossas praias abandonadas e os bairros cheirando a excremento em virtude dos deslocamentos dos tampões da rede de esgoto mal dimensionada e pelas ligações clandestinas de esgoto, conectadas as redes pluviais a ponto dos donos de restaurantes terem que usar papel toalha de mesa para tampar os bueiros, evitando que o mau cheiro invada os restaurantes durante as refeições. Como também não podemos permitir a exploração imobiliária desordenada e o crescimento a qualquer custo sem planejamento que garanta sustentabilidade e qualidade de vida. Se isso não for feito os recursos naturais acabam se degradando e com ele o potencial turístico. Temos exemplos recentes aqui em Florianópolis com as praias do continente, Estreito, Coqueiros e Abraão, hoje totalmente impróprias para banho. A região deixou de atrair turistas para se tornar um bairro puramente residencial e comercio restrito os seus moradores. Ou acordamos para um bom planejamento da cidade e aplicação corretas dos recursos públicos ou no futuro não teremos turistas e cidade com qualidade de vida que possamos nos orgulhar. Léo Pinheiro Adm e pedagogo. Março de 2012.
Escrito por Léo Pinheiro às 17h22
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CAIXAS ELETRÔNICOS Não me consta que os bancos tenham demonstrado qualquer preocupação ou até mesmo, feito boletins de ocorrências em relação às explosões de caixas eletrônicos. Mas, mesmo assim, o novo diretor do Deic, Laurito Akira Satro, vem a público dizer que sua prioridade é o combate a esse tipo de crime. E o povo? Como dizia o personagem do deputado Justo Veríssimo, de Chico Anízio, “o povo que se exploda!”, o que não pode explodir são os caixas eletrônicos. Léo Pinheiro. Publicado no jornal Notícias do Dia de 20 de abril de 2012.
Escrito por Léo Pinheiro às 15h08
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CASO DEMÓSTENES Demóstenes disse no Senado que vai provar sua inocência, e eu acredito piamente. Se os mensaleiros e tantos outros provaram, porque ele não há de provar? A sociedade precisa ficar atenta para que os beneficiados do mensalão não se aproveitem dessa crise para desviar e desclassificar as denúncias. Não podemos nos esquecer que sem julgamento e com a prescrição, eles não poderão ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa e estarão livres para concorrerem as eleições de 2012. Léo Pinheiro. Publicado no jornal Notícias do dia de 14/04/2012.
Escrito por Léo Pinheiro às 14h01
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APAGUEM AS LUZES; QUERO VER! O título desta mensagem é intrigante. Em princípio, parece um contra-senso que alguém poça enxergar sem luz: "apaguem as luzes; quero ver!" No entanto, vale à pena acompanhar com atenção os argumentos do pensador que escreveu, para entender que luzes são essas que, apagadas, podem favorecer a nossa visão. A mensagem foi escrita por um ilustre professor, e diz o seguinte: “A beleza da consciência não costuma se mostrar no clarão das luzes que brotam do calor dos acontecimentos. Assim como os olhos exigem alguma proteção para olhar diretamente em direção ao sol, nossa razão pede a proteção do tempo para poder contemplar com serenidade a verdade em todo o seu esplendor. É preciso distanciar-se dos fatos, das experiências vividas, para finalmente poder-se contemplar a beleza da verdade. O tempo é o único colírio capaz de limpar os olhos da nossa razão, com os quais realmente enxergamos. É mister despir-se das ilusões, miragens que não ocorrem apenas para os perdidos nos desertos de areia. É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices filhas da angústia e do medo do desconhecido. Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo. Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos. Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas. Nós humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte. Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico; de nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes. Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver. Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranqüilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo; esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida. Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: "neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo". Acredito que, no ditado popular, a palavra cristo significa "ter consciência do processo da vida". Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, se fôssemos capazes de amar e respeitar as pessoas mais próximas de nós ou as que conosco dividem suas vidas em comum, certamente seríamos muito mais felizes. Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo. Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser. Viveríamos em paz, espantaríamos a solidão, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros. Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas; pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma. Pense nisso! Apague as luzes, dilate as pupilas da alma, e veja”. Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo – UNICENP.
Escrito por Léo Pinheiro às 16h24
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MOBILIDADE URBANA E TRANSTORNOS Falar da mobilidade urbana de Florianópolis é se tornar repetitivo, todos já conhecem, ela já nos custou à perda de uma das sedes para a copa do mundo de 2014, aparecendo no relatório da FIFA como entrave número um. Mas, o Sistema de Transporte Coletivo, uns dos componentes da mobilidade urbana - embora falar dele também seja repetitivo - sempre abre espaço para novas observações. Por exemplo: as linhas de ônibus que partem do TICAN para a Cachoeira do Bom Jesus e Ponta das Canas passavam por dentro de Canasvieiras, deixando os passageiros que optavam por essas linhas. Mudaram o itinerário sem avisar os moradores. Agora quem pegar esses ônibus terá que saltar no trevo, em frente ao Sapiens Parque e caminhar a pé com sol ou chuva, por uns trinta minutos se for morador do Canto dos milionários ou próximos ao trapiche, ou ficar por meia hora ou mais, como segunda opção, no TICAN, esperando o tal de balneário, (conhecido também como o sem pressa). -Uma senhora questionou o diretor da empresa Canasvieiras sobre a mudança, ele respondeu que a mudança foi feita para economizar combustível; quando pressionado em relação à situação incomoda que a mudança causou aos usuários, passou a bola: disse que foi determinação do Secretário dos Transporte, o Vice-Prefeito João Batista. O ideal seria que os ônibus que servem a Canasvieiras, ao passar pelo TICAN, deixassem os usuários com destino a outros bairros, e seguisse para Canasvieiras com os passageiros até seus pontos de desembarque. Na volta faria o mesmo itinerário pegando os passageiros, passando pelo TICAN deixando usuários com destino a outros bairros e pegando aqueles que se dirigem para o centro. Assim melhoraria muito para os moradores que ganhariam o tempo de espera e de baldeação. È contraditório, mas é verdade. Hoje tu pegas o ônibus de Canasvieiras no TICEN, para o TICAN, mas isso não significa que vás chegar a Canasvieiras; para isso tu tens que pegar outro ônibus que demora mais que o tempo gasto do TICEN ao TICAN; ou seja, você chegou mas não está em Canasvieiras. Porque o TICAN fica na periferia do bairro, distante a 2 KM de onde moram e trabalham as pessoas. Outro problema que aflige a comunidade é o de saúde; o posto de saúde foi transferido do centro de Canasvieiras para junto da policlínica, ao lado do TICAN, como já disse a 2KM. Como a linha de ônibus que faz essa ligação tem poucos ônibus durante o dia e nenhum durante a noite. As pessoas que precisam de atendimento médico terão que usar o automóvel; quem não tem fica na dependência de amigos que possuem automóvel ou do corpo de bombeiros. Transtorno esse que poderiam ser evitado se o posto fosse mantido no centro do bairro para atender as emergências da comunidade - uma vez que manter uma linha de ônibus durante toda a noite, ligando o bairro ao TICAN seria uma catástrofe para a empresa, que não consegue cumprir com as linhas atuais - enquanto que a policlínica poderia manter plantão de emergência para atender os moradores dos bairros mais próximos e os casos mais graves. Léo Pinheiro Adm e Pedagogo Abril de 2010.
Escrito por Léo Pinheiro às 15h55
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A DOSE DA DUDU Se havia algo que nos incomodava quando estávamos reunidos entorno das nossas brincadeiras, era os pedidos para que fossemos a venda comprar alguma coisa ou ir a dona Dudu, buscar dose de remédios para doentes. Parecia que escolhiam de propósito o horário das brincadeiras. Em solidariedade ao que foi solicitado o pedido, sempre saia mais um acompanhante. Num desses dias que brincávamos no terreiro de minha casa, jogando bola, veio um pedido de minha avó para irmos à casa da Dudu, buscar uma dose de remédio para a Geralda que estava acamada e com febre. A Geralda era viúva de Aniceto, nossa vizinha, e morava sozinha, mas muito encrenqueira, se incomodava com tudo, e principalmente com o barulho que fazíamos jogando bola no nosso terreiro. Mas não podíamos negar favor para pessoas mais velhas, negar significava apanhar uma surra dos pais, assim que eles ficassem sabendo, e com certeza ficavam sabendo e a surra era inevitável. A mesma coisa acontecia na escola, se alguém desrespeitasse a professora e o pai ficasse sabendo, a surra estava garantida. Muitas vezes eles iam à escola para confirmar com a professora algum boato de desrespeito ou bagunça dos filhos. Mesmo sendo verdade, a professora, para evitar que as crianças apanhassem dos pais, desmentia em nosso favor. Quem recebesse um castigo qualquer na escola por parte da professora, com certeza receberia outro dos pais ao chegar a casa. Certo dia fiquei sem recreio como castigo, chamei a professora de seca, por ser muito magra. Dia seguinte, quando sai de casa para ir à escola, meu pai já me esperava no terreiro. Bênção pai! Deus te abençoe meu filho. Vou te levar a escola! Desconfiado não questionei. Ao chegar, cumprimentou a professora, olhou para mim e disse: peça perdão a professora pelo que você fez ontem. Não sabia onde enfiar a cara diante dos coleguinhas. Meio sem jeito pedi perdão. Muito bem, disse meu pai... Dessa vez você não vai apanhar, mas da próxima se prepare, e continuou: se você acha humilhante pedir perdão, aprenda a não ofender o outro. Ir a venda comprar qualquer coisa que nos pedissem era rápido, íamos correndo e voltávamos correndo, porque a venda ficava perto, cem ou duzentos metros de onde costumávamos brincar, mas ir a Dudu! Significava sair da brincadeira até o próximo dia. A Dudu morava no Caminho das Goiabas, hoje Rua das Goiabas, em canasvieiras, ficava a 3 km de Vargem Pequena, 6 km de ida e volta. A Dudu foi uma benzedeira muito famosa nas comunidades, benzia e fazia remédio para qualquer doença, diagnosticava sem a presença do paciente, bastava dizer o que o paciente estava sentindo, fazia suas orações, pegava o vidrinho que trazíamos e em seguida se recolhia na sua sala laboratório. Voltava com um vidrinho cheio da substância, vedado com rolha de cortiça, chamada dose. Trazíamos o vidrinho conosco, porque a Geralda já era cliente; a Dudu só fornecia o primeiro vidrinho quando o cliente era atendido pela primeira vez. E a prescrições era sempre a mesma, independente do tipo de doença: de hora em hora uma colher de chá até acabar a dose, se não melhorasse voltar lá para pegar nova dose. O Valor era sempre os mesmos, dois cruzeiros. Não fazia diferença o tipo de doença e muito menos o tipo da dose a ser receitada. Como sabíamos de cor as prescrições, eu e o Nélo que me acompanhou, resolvemos encurtar o caminho; chegamos ao rio palha, enchemos o vidro com água do rio, e com o dinheiro passamos na venda do Marçal compramos refresco de groselha e tomamos. A água do rio era meio amarelada, tipo água de mangue, a mesma tonalidade do remédio da Dudu. Fomos embora, e entregamos o remédio para a Geralda, com as mesmas prescrições: de hora em hora uma colher de chá. Ficamos preocupados que a água suja piorasse a doença da mulher, mas o mal já estava feito só nos restava esperar. Confesso que quase não dormi a noite, com medo de que a vizinha morresse, mas pela manhã quando acordei sair à rua, para minha alegria a Geralda já estava de pé dando milhos para as galinhas que criava com todo carinho. -Bom dia dona Geralda, está melhor? Perguntei. -Sim meu filho, a Dudu é uma Santa mulher, aquela quando morrer já tem seu lugarzinho no céu, santa mulher... Olha muito obrigado sim, por vocês fazer esse favorzinho para tia Geralda viu... Meus filhos. Que Deus os pague! Feliz da vida, consciência leve, fui correndo a casa do Nélo para lhe contar a novidade e o deixar tranqüilo. Mas a caminho resolvi dar um susto no Nélo, ao chegar chamei-o e disse: rapaz não sabe o que aconteceu... O Nélo arregalou os olhos meio assustado, também havia dormido preocupado. -O que aconteceu, você essas hora aqui? -A Geralda morreu! O Quê? Tás tolo tás... Puxando-me pelo braço para o meio do caminho para que o pai dele não escutasse, e continuou. - Pelo amor de Deus... Não fale nada para ninguém do remédio. Se descobrirem nós vamos presos. O Nélo ficou apavorado, até o momento que desmenti e falei que a Geralda tinha se curado e já estava no terreiro alimentando as galinhas. Começamos a rir sem parar... Daqui para frente, disse ao Nélo: vamos vender remédio para essas velhas todas e tomar groselha à custa delas. E riamos sem parar! E foram assim, com nossos brinquedos rudimentares, nossas brincadeiras inocentes acrescidas de um pouquinho de maldade moleque, que vivemos nossa inesquecível infância em Vargem Pequena. Léo Pinheiro. Dezembro de 2010.
Escrito por Léo Pinheiro às 12h58
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MODESTA PROPOSTA É objeto de tristeza, para quem anda por esta grande cidade ou viaja pelo interior, ver ruas, estradas e portas de casebres apinhadas de mendigas seguidas de três, quatro ou seis crianças esfarrapadas, importunando os passantes com pedidos de esmolas. Essas mães, incapazes de ganhar a vida com trabalho honesto, são obrigadas a gastar todo o seu tempo a vagar a esmo, implorando o sustento de seus desvalidos filhinhos que, ao crescerem, se tornam ladrões por falta de trabalho. (...) Essas crianças raramente conseguem ganhar a vida, roubando antes dos seis anos de idade (...). Foi-me informado (...) que uma criancinha sadia e bem alimentada é, com um ano de idade, é um alimento dos mais deliciosos, nutritivos e saudáveis, quer ensopada, assada ou cozida (...) Uma criança dará para dois pratos no caso de um jantar para amigos e, numa refeição em família, os quartos dianteiros e traseiros serão suficientes para a preparação de um prato razoável que, se temperado com sal e pimenta, poderá ser aproveitado no quarto dia como um ótimo cozido (...) A carne da criança poderá ser encontrada o ano todo (...). Aqueles que forem mais econômicos (como reconheço que os tempos atuais exigem) poderão esfolar a carcaça cuja pele, artificialmente preparada, se prestará à confecção de admiráveis luvas para senhoras e botas de verão para cavalheiros refinados. Quanto às nossas cidades, poder-se-ão estabelecer matadouros para este propósito nas áreas mais convenientes; e podemos assegurar que açougueiros não faltarão, embora eu raramente recomende as crianças sejam compradas vivas e preparadas imediatamente após o abate (...). A falta de carne poderia muito bem ser suprida pelos corpos de jovens rapazes e raparigas com idade não superior a quatorze anos nem inferior a doze, tamanho o número de crianças de ambos os sexos em todas as regiões que estão morrendo de fome por falta de trabalho e ocupação. Isso é claro, a critério de seus pais, se vivos, ou, caso contrário, de seus parentes mais próximos. (...). Esse alimento traria igualmente grande clientela para os hotéis, onde os cozinheiros certamente teriam a prudência de tentar obter as melhores receitas para o seu perfeito preparo; em conseqüência, teriam seus estabelecimentos freqüentados por todos os finos cavalheiros que se orgulham de seus conhecimentos na arte de comer bem (...). Veríamos em breve mulheres casadas disputando honestamente qual delas poderia trazer ao mercado a criança mais gorda. Os homens tornar-se-iam tão afetuosos para com suas mulheres, durante a gravidez, como o são agora para com suas éguas e vacas prenhas ou suas porcas prestes a parir; não as espancariam ou chutariam (prática, aliás, muito freqüente) com medo de um aborto. Muitas outras vantagens podem ser enumeradas. Por exemplo, o acréscimo de alguns milhares de carcaças a nossa exportações de carne de gado em barris, a propagação da carne suína e o aperfeiçoamento de se fazer toucinho de boa qualidade, do qual estamos tão necessitados devido ao grande extermínio de porcos – tão freqüentes em nossas mesas, mas que, de modo algum, se comparam, em sabor ou magnificência, a uma gordinha criança de um ano que, assada inteira, fará bela figura numa recepção (...). Deixo de mencionar muitas outras vantagens, pois aprecio a concisão. (...). Desejo que os políticos, a quem desagrada minha iniciativa, e que talvez tenham a ousadia de tentar discuti-la, perguntem antes aos pais desses mortais se eles não considerariam uma grande felicidade terem sido vendidos como comida na idade de um ano, da forma que ora proponho, e dessa maneira evitado a perpétua sucessão de desgraças pela qual tiveram que passar (...). Declaro com toda sinceridade de meu coração, que não sou movido pelo menor interesse pessoal ao tentar incentivar essa tão necessária tarefa, não tendo outro motivo senão o bem público de meu país (...) ------------------------------------------------------------------ Texto escrito por Jonathan Swift, escritor Irlandês, doutor em teologia, em 1729, exatamente há 283 anos Uma crítica aos políticos da época que se mantinham no poder à custa da exploração da pobreza e da desgraça alheia. Observa-se que o mundo se desenvolveu, evoluiu, mas os problemas sociais e os políticos continuam os mesmos. Cito uma frase atribuída a Mário Covas: “O mundo se desenvolve a noite, quando os políticos estão dormindo”. Lídio L. Pinheiro.
Escrito por Léo Pinheiro às 12h14
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TEMPORADA TERMINA, OS PROBLEMAS NÃO. É assustador o estado de abandono em que se encontram os bairros praianos e principalmente as praias do norte da ilha. Entra prefeito, sai prefeito e a situação não muda. A Casan, como faz todos os anos, continua jogando esgoto nas praias e a onde bem entender; hotéis e muitas residências fazem o mesmo; estão aí os relatórios da Fátima para comprovar, e ninguém é fiscalizado e muito menos punidos. Em pensar que a Casan cobra 100% do valor da fatura de água para tratamento do esgoto e o joga no mar! As ruas, com exceção da AV das Nações e Madre Maria Villac, em Canasvieiras; onde sempre tem um grupo de garis fazendo a limpeza; as demais estão todas esburacadas, sujas e o mato tomando conta. Os bueiros entupidos por falta de um programa anual de limpeza. Basta um aguaceiro para que fiquem intransitáveis, e os turistas aproveitam para passear de caiaque, fotografando e levando essas imagens para suas terras para exibi-las a parentes e amigos. As faixas de pedestre foram pintadas há poucos dias, mas nas avenidas citadas e o serviço não passou de uma maquiagem. A Rua José Daux , na quadra que liga com a Av. Madre Maria Villac, está intransitável. Convido o Prefeito a fazer uma visita de surpresa no bairro, para que veja com seus próprios olhos. Só deve tomar cuidado ao passar por essa rua que citei: seu carro pode ficar sem suspensão como muitos já ficaram. Deve aproveitar também para olhar as lixeiras fixas com lixos até a boca e pilhas de resíduos no chão sob as mesmas. A praia de Canasvieiras melhorou um pouco com as instalações de banheiros químicos, mas em contrapartida a quantidade de lixo na areia é algo indescritível; é obvio que os turistas e ambulantes têm culpa, mas são poucas as lixeiras e os visitantes não vão sair de seus locais com sacos na mão procurando os poucos depósitos existentes. Ou será que a prefeitura, ainda não tem noção do número de turistas que freqüentam nossas praias nesse período do ano? Estou me referindo em especial a Canasvieiras, mas, na realidade isso acontece em todas as praias do Norte da Ilha, da Daniela, aos Ingleses. A impressão que se tem é que os bairros praianos, que atraem essa quantidade enorme de turistas para a ilha, são independentes, não pertence à administração de Florianópolis. Ainda bem que a SC-401 é gerida pelo Estado. Se sua administração estivesse a cargo da prefeitura, com certeza estaríamos usando a antiga rodovia Vergílio Várzea, de chão batido. E assim as autoridades municipais vão destruindo as esperanças de se ter um turismo de qualidade e auto-sustentável e os investimentos privados que com certeza, amenizariam muito a sazonalidade, responsável pelo desemprego em massa com o fechamento de 80% do comercio e hotéis. Até quando vamos conviver com isso? Passando a temporada começa a campanha eleitoral, aí eles vão estar todos por aqui pedindo votos e renovando as falsas promessas de atender as reivindicações da comunidade. E o lamentável é que o povo acredita... Léo Pinheiro Fevereiro de 2012. PUBLICADO NO JORNAL “NOTÍCIAS DO DIA”. EM 27/02/2012.
Escrito por Léo Pinheiro às 18h30
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O Despertar da Consciência O progresso da Humanidade tem seu início na aplicação das leis de justiça, de amor e da Fraternidade. Princípios sempre defendidos pelas pessoas do bem. Amar é ser consciencioso, é fazer ao outro apenas o que deseja para si.
Amar é compreender as fraquezas e defeitos do outro, é relevar seus erros e saber perdoar é fazer justiça.
A fraternidade é outro ponto básico desse alicerce. Para se viver a fraternidade precisa-se desenvolver virtudes; que é uma disposição da alma que nos induz à prática do bem.
Construir Templos à virtude é cultivar a permanente disposição para querer o bem, é ter a coragem de assumir valores e enfrentar os obstáculos que dificultarão à subida, rumo ao conhecimento de si mesmo. Logo, para vivenciar a justiça, o amor e a fraternidade, se faz necessário antes de tudo ser virtuoso.
Platão, no século V a.C., já mostrava a virtude como o esforço de purificação das paixões. Dizia que o compromisso do homem virtuoso está vinculado à razão, que determina o domínio da alma sobre o espírito e do espírito sobre a matéria.
Para Aristóteles, a virtude é a eqüidistância entre dois vícios: um por excesso, outro por falta. Ele nos alerta sobre a necessidade de sermos prudentes e buscarmos o justo meio, sem o excesso e sem a falta. Esses valores e virtudes, indispensáveis no ser humano, são conquistados através da vontade e da razão. É bom salientar que: “O homem racional não é aquele desprovido de emoções e sentimentos, mas aquele que tem o domínio das paixões”. Se temos direitos, temos também deveres, e não somente para com nossos familiares, para com a sociedade, mas principalmente para conosco mesmo, para com o nosso trabalho interior, para lapidar nosso diamante bruto. A síntese desses deveres está em cumprir com nossas obrigações, para conosco e para com a sociedade. Não podemos somente ser Luz no caminho alheio, temos que, antes de nada, ser Luz no nosso próprio caminho. Muitas vezes esquecemo-nos de olhar para nós mesmos, em se tratando de mudanças e transformações. Exigimos que os outros mudem sem no entanto, fazer nada para sair de onde estamos. Não deve haver lugar em nossa mente para a hipocrisia, para a vaidade, para a preguiça, para alienação e a falta de bom senso. Todos somos unânimes, em crer que a vida é uma escola do conhecimento. Mas uma escola diferente da escola tradicional, da escola formal. Ela tende a escola aristotélica, que parte do princípio didático de que: “O Homem é o único responsável pela busca do seu próprio conhecimento. Porque é o único ser que se reconhece inacabado, e por isso se educa. O homem se pergunta: quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? O que estou fazendo aqui neste mundo? E como pode fazer essa reflexão, pode descobrir-se como um ser inacabado que está em constante busca. Por isso o homem é o sujeito de sua própria educação. Aristóteles afirma em outro momento de seu pensamento que: Ótimo - é aquele que busca em si mesmo o conhecimento para ser virtuoso. Bom - é aquele que não encontrando em si, busca ouvir e absorver o conhecimento dos que os possuem. Mas, o que por si só não pensa, nem acolhe a sabedoria alheia, esse é em verdade, um homem inteiramente inútil. O conhecimento combate a alienação, inimiga feroz da liberdade de consciência. Segundo o Educador Paulo Freire, “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho. Os homens se libertam em comunhão. Da mesma forma se aplica a educação: “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho. Os homens se educam em sociedade”. Tudo que vive, e não apenas a vida vegetativa, emerge das trevas, e, por mais forte que seja sua tendência natural a orientar-se para a luz, mesmo assim, precisa da segurança da escuridão para poder crescer. É contraditório, mas é preciso morrer e nascer de novo para se entender e vislumbrar toda beleza da vida. É necessário voltar às trevas para retornar a luz com mais força e vigor. Encerro este texto com as palavras do grande escritor alemão, Hermann Hesse. “Nada lhe posso dar que já não exista em vocês mesmos. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagem além daquele que há em suas próprias almas. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu os ajudarei a tornar visível, o seu próprio mundo. E isso é tudo”. Lídio Leopoldo Pinheiro 25 de janeiro de 2012.
Escrito por Léo Pinheiro às 18h47
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Reformas Política e Judiciária Como fazer reforma política com um quinto dos senadores desconhecidos do povo, que estão exercendo o cargo de Senador sem ter tido um voto se quer do povo? Como fazer reforma no judiciário se os cargos dos juízes são indicações políticas? Onde se viu empregado punir patrão? A lógica é o contrário. Se o judiciário é um poder autônimo e independente como se diz, porque os juízes dos tribunais não são votados pelo povo? Não enche a boca para dizer que a justiça está ao lado do povo? Que melhor oportunidade os juízes teriam de estar realmente ao lado do povo fazendo campanha política, como os outros poderes fazem? Lídio Pinheiro.
Escrito por Léo Pinheiro às 11h10
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O DEUS DO FILÓSOFO ESPINOSA Se Deus tivesse falado:
“Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e que acredita ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais dizer a mim como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão, não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por ser como tu és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja tua guia.
Amado meu, esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre, não há prêmios nem castigos, não há pecados nem virtudes, ninguém leva um placar, ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para criar na tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se há, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não, Eu vou te perguntar, Você gostou?... Divertiu-se? O que foi o que você mais gostou? O que você aprendeu?
Para de crer em mim, crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que você acredite em mim, quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, teu gatinho, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me, Que tipo de Deus ególatra você acredita que Eu sou?
Me aborrece que me louvem, me cansa que me agradeçam. Você se sente grato? Demonstrá-lo cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que você está aqui, estás vivo, e este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?
Não me procures fora, não me acharás. Procura-me dentro... aí estou, batendo em ti.
Baruch Espinosa
Escrito por Léo Pinheiro às 14h20
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O GATO QUE PENSA Nasci em um sobrado que tem dois apartamentos, o meu é o superior, meu nascimento foi um parto, em todos os sentidos, fiquei preso na porta de saída para o mundo, minha dona é que me ajudou a sair, por isso lhe sou grato até hoje. Tive que aprender a descer escadas para achar um terreno onde pudesse cavar meu vaso sanitário. Meu nome é Negão, talvez pelo fato de ter mais pelos pretos do que brancos. Minha mãe tem quatro cores: branco, amarelo, cinza escuro e cinza-claro, não têm pelos pretos, mas meu pai é todo preto. Dei sorte! Sempre fui muito bem tratado pelos meus donos, consigo entender tudo o que eles querem de mim e eles o que quero deles, nos comunicamos por gestos, olhares e atitudes. Quando preciso sair de casa, basta ficar próximo a porta de saída, olhar para a maçaneta e para uns dos meus donos, imediatamente eles abrem a porta. Eu saio e na volta à porta está fechada, não há ninguém pelo lado de fora para que eu possa comunicar que quero entrar, aí eu uso outro método de comunicação: minhas unhas para arranhar a porta; eles escutam e já sabem que sou eu, abrem a porta e eu entro. Tenho cama, ração e água a vontade. Quando pequeno tinha muito ciúmes de minha mãe, levei muita surra dos namorados que ela trazia para o nosso território, mas valeu; graças a isso aprendi a brigar e me defender. Minha mãe entrou no cio outra vez; eu já tinha físico avantajado e força suficiente para me vingar das surras que havia levado no cio anterior; botei todos os gatos para correr, não imagine a minha felicidade e orgulho, quando venci um gato de dondoca; siamês enorme parecia um cachorro de tão grande, pomposo e metido a “besta”. Minha mãe não gostou muito, percebi depois que ela gostava dele. Mas o mal já estava feito, corri com todos os gatos do “pedaço”. Meses depois comecei a sentir um cheiro estranho no ar, e quanto mais eu sentia mais forte ficava, sensações esquisitas começaram a percorrer meu corpo, que tremia da cabeça a ponta do rabo, que diabo está acontecendo comigo! Calafrios, uma vontade incontrolável de me relacionar com uma gata. Obedecendo ao instinto. Peguei a encosta do morro e segui pelo mato em direção a fonte do cheiro. Durante o percurso fui pensando e me questionando: o filho do meu dono, o Thiago, passa vários dias sem vir a casa, quando chega, meu dono que é seu pai, lhe pergunta: onde você estava; todos esses dias sem vir a casa? Ele sempre responde: estava com as minhas gatas! Será que ele também é atraído por esse forte cheiro? E como pode ele se relacionar com as gatas, isso não é contra o que eles chamam de natureza humana? Há... deixa pra lá. Quando me dei conta, estava num quintal com quatorze gatos: dois machos e doze fêmeas. Pensei: é muita gata para esses dois bobalhões. Quando me viram, se encresparam todos e me cercaram, não movi uma unha, fiquei na minha observando os patetas; mesmo porque não fui atraído por cheiro de macho para brigar, o meu negócio era outro; devia ser pai e filho, um já tinha cara de velho e o outro cara de gatinho “afrescalhado”. Pensei: tomar a chefia desse território é questão de minutos! Como eles não paravam de se aproximar, preparei o bote e parti para cima do gato velho, a primeira unhada abriu um rasgo no focinho, a segunda unhada dividiu a orelha esquerda em duas, quando o novato viu o pai com três orelhas, nem quis esperar o fim da briga, se mandou para dentro de casa; em seguida foi o velho “boiola”. Entrei no terreiro onde estavam as gatas, em minutos já era o chefe do pedaço, escolhi uma, ou fui escolhido por ela, sei lá. Mas pensam que tudo era um mar de rosas? Enganam-se, todo dia tinha que expulsar no mínimo dois concorrentes novos que atraídos como eu pelo famoso cheirinho, chegavam com pompas de galã. Usando o meu charme e a simpatia, conquistei a dona do bando, sempre que chamava a turma para comer, me convidava: vem você também amiguinho, vem comer com tuas gatinhas. Vem! Meio desconfiado no começo, mas aos poucos fui aceitando o convite e me aproximei da tigela de ração. Quando estava concentrado na comida, olhei para o lado e eis quem estava lá: o gato velho com um tremendo curativo na orelha que eu havia rasgado e o focinho cheio de tinta vermelha, provavelmente remédio. Olhou-me como se estivesse pedindo desculpas, retribuo o olhar, afinal eu é que deveria pedir perdão por invadir seu território, mais a frente estava o fedelho que tentou me enfrentar, quando o olhei, saiu disfarçadamente e se escondeu entre as gatas. Fiquei nessa orgia uma semana direto sem vir a casa, só saí quando a ultima parou de soltar o cheirinho encantador e atraente. Sim, porque à medida que uma terminava seu cio, eu tinha a liberdade e o direito de escolher outra que ainda estava necessitada de uma relação amorosa. Voltei pelo mesmo caminho da ida, saltitante e feliz, agora eu já era um gato adulto, pronto para o que der e vier. Pelo caminho vim brincando de assustar ratos, grilos, sapos o que aparecia. Ao chegar a casa meus donos não acreditaram: onde você estava negão, pensamos que você havia morrido atropelado ou alguém o havia matado por puro prazer de matar gatos? Pensei: Cruz credo, vira essa boca pra lá. Minha mãe também veio me receber, trocamos carinhos, fui ao cantinho onde fica minha ração, comi bebi água e me joguei no piso da cozinha. Thiago chegou me olhou e disse: aí negão veio da guerra meu! Tu tá todo arranhado e passando a mão sobre meu pelo: cacete meu... Tu tá cheio de caroço, meteram as unhas em você negão! É isso aí bicho! Gatinha não cai de graça no “pedaço” tem que lutar. Fiquei umas duas semanas sem sair de casa, me recuperando. De repente, o cheirinho de novo no ar! Tentei me controlar, mas começaram os arrepios por todo corpo, andava por toda casa, bebia água, comia, mas não acalmava a ansiedade; Tentei pegar minha mãe, de brincadeirinha clara, ela não estava soltando cheirinho. Ela partiu pra cima de mim feroz, não entendeu como brincadeira; encolhi-me num canto da sala como pedindo desculpas, ela se acalmou, mas meu dono não; deu-me um leve chute na calda e me xingou: respeita a tua mãe seu safado, cria vergonha nessa cara, onde se viu filho querer “comer” a mãe, seu tarado! Ele não entendeu que o impulso sexual desconhece as relações de parentesco. O complexo de Édipo aparece quando surge a civilização. Não somos civilizados, segundo os conceitos de civilização de vocês. Entre nós não existe divisão familiar e social, somos livres de tabus, pudor familiar e social; mãe, pai, filho, irmão são coisas da organização social humana. Por isso é a mais desorganizada, ninguém se entende e os mais espertos sempre levam vantagens. Além do que a natureza foi mais generosa com os humanos, vocês fazem o cio aflorar a hora que querem, nós temos que esperar o tal de ciclo natural; e fora dele respeitamos qualquer gata, seja parente ou não, vocês com raras exceções, só respeitam os parentes. Para nós, gato é gato e só existe uma lei: a preservação da espécie e em nome dela, todos os machos tranzam com todas as fêmeas, não importo o grau de parentesco. Em quanto isso o cheirinho aumentava, e com ele aumentava também o descontrole emocional a ponto que se tornou irresistível, e sem pensar nas conseqüências comecei a andar a passos largos em direção a fonte do cheiro. Quando me dei conta estava na casa das gatas onde fiquei hospedado por uma semana. Pensei: será que vou ter que enfrentar aquele velho outra vez? A orelha dele ainda não deve ter curado e vou ter que rasgá-la de novo? E se o fedelho quiser me enfrentar? Bom! Não posso desistir, faz parte do ritual; uma coisa eu tenho certeza: não são as mesmas gatas, deve ser as mais novinhas e isso é bom. Bom não é ótimo! Cheguei, pulei em cima do muro e fiquei quieto observando o movimento. Estavam todos andando pelo quintal da casa. De repente aparece um intruso amarelo, pomposo e já chegou atacando o velhinho e o fedelho ao mesmo tempo, o pau quebrou! A dona saiu de dentro de casa com a vassoura na mão e vapt... Nas costa do otário. Desesperado, tentou subir o muro por duas vezes caiu. E toma vassouradas nas costas... Na terceira conseguiu e pulou no outro quintal e saiu em disparada sem destino. A dona ainda se debruçou no muro para ver se ele ainda estava por ali... Foi quando olhando a direita me viu quietinho em cima do muro. Pensei... Espero que não sobre vassouradas para mim. Mas para minha surpresa ela chamou o marido e disse: olha quem apareceu, nosso amiguinho. Pensamos que tinha acontecido algo com ele. Vem amiguinho vem... Vem comer com as gatinhas vem. Pensei... “Estou com moral no pedaço”, como diz o Thiago! Desci do muro e me juntei ao grupo, me receberam como se já fosse de casa, até o velho gato e o fedelho vieram me receber, as gatas todas em minha volta. A dona com um prato de ração: vem amiguinho coma, você deve estar com fomo; pensei: não era isso que vim comer, mas para não fazer desfeita, comi um pouco! Em seguida comecei a procurar a fonte do gostoso cheirinho afrodisíaco, era a mais bonita e atraente. Fiquei com ela uma semana, com direito a casa e comida. Nessa semana, tive que colocar quatro gatos intrusos para correr. Dois deles, os mais humildes se agruparam a nós, foram aceitos por outras duas gatas. O grandão amarelo que havia apanhado da dona, foi o primeiro a ser expulso, pus para correr. Já sabia que a dona da casa não gostava dele, aproveitei para fazer uma média com ela. A briga foi feia, nos grudamos por uma meia hora, o bicho era bom de briga, mas por fim viu que a parada era dura, se enveredou mato adentro. Fiquei com moral, mais elevada ainda com dona da casa, que disse aos seus gatos: aprenderam com nosso amiguinho como se briga seus babacas, 30 min. e colocou o valentão pra correr, esse não voltou mais, concluiu! Mas tive que enfrentar mais concorrentes, e não foram poucos, o tempo estava chuvoso, muitas brigas acabaram dentro de valas e poças barrentas. Uma semana depois quando cheguei a casa, o espanto foi geral. Os meus pelos brancos estavam vermelhos e os pretos marrom, alem da cara toda arranhada e o corpo cheio de hematoma das unhadas que levei; quase não me reconheceram. Mas estava feliz! Thiago quando chegou e me viu deitado no piso da cozinha, repetiu seu refrão: Aí negão, chegou da guerra? A farra foi boa, “tu tá todo ferrado cara”. Essas gatas vão te matar, vai de vagar bicho, “manera” porque a coisa não acaba nunca! Eu só olhava, e pensava: agora vou ter que agüentar esse “cara gozando da minha cara”... Em seguida chegou minha dona preferida, me olha e com expressão de espanto exclamou: o que é isso, nossa senhora, como está esse gato; nem o reconheci, meu Deus! Vou ter que dar um banho nele para que não suje a casa toda, tu estás imundo Negão! Assim não dá, vou ter que mandar castrar esse gato, olha o estado dele... A Minha dona agachou-se, me pegou pela barriga e afastado do seu corpo me levou para o banheiro para me dar banho. Levei tremendo susto, pensei que ia me castrar, e o Thiago dando força para ela, corta o saco desse gato, ele tá muito safado. Olhei de rabo de olho para ele, e pensei: corta o teu, tu também não andas atrás das gatas? No começo fiquei temeroso, mas à medida que o banho foi acontecendo fui gostando, saiu um tremendo peso, fiquei mais leve e mais tranqüilo também quando meu dono saiu em minha defesa dizendo: gato castrado fica gordo e só quer comer e dormir, parecendo um “boiola”. Não me agüentei e fui fazer um carinho no meu dono como forma de agradecimento. Ele entende tudo de gato... Lídio Leopoldo Pinheiro Junho de 2011.
Escrito por Léo Pinheiro às 18h02
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CORRUPÇÃO E POLÍTICA Nesta eleição muito tem se falado em corrupção no governo FHC e Lula. A disputa é para saber em qual deles a corrupção foi maior, como se os atos de corrupção no governo do primeiro justificasse a corrupção no governo do segundo. Outros justificam que pelo menos no governo do Lula, houve investigação, como se isso representa algum mérito. Houve, mas somente depois que a imprensa denunciou; ninguém foi substituído ou denunciado por iniciativa do próprio governo. Investigação sem punição não resolve nada se realmente queremos eliminar a corrupção. A verdade é que ninguém é punido e muitos deles continuam empregados no governo recebendo altos salários pagos por nós contribuintes. Não há necessidade de nenhum esforço de memória para se perceber porque não são punidos; sabemos que no poder judiciário, apesar de possuir autonomia constitucional, os ministros são indicados pelo Presidente e aprovados pelo Senado; e pelo que me consta, nunca vi empregado punir patrão, a lógica é o contrário. Nós eleitores, temos por obrigação moral, eliminar do poder todos os corruptos, sejam de que partido for. Porque somos nós quem está sendo roubado, é o fruto do nosso trabalho, é o bem-estar das nossas famílias que estão sendo surrupiados. Ninguém tem o direito moral de sair de sua casa para assaltar a casa do nosso vizinho com a justificativa de que na noite anterior nossa casa foi assaltada. Se assim for o país vira uma babilônia; terra de ninguém. Pessoas de bem, deve lutar contra tudo isso e não compactuar, com justificativa de aprovação. Precisamos lutar contra todo ato de corrupção e eliminar os corruptos através do voto, porque só através do voto podemos fazer isso, seja de que partido for, para esse tipo de político a ideologia partidária deve ficar de lado; não podemos perpetuar corruptos no poder, vamos trocando até um dia ficarmos livres deles. Chegarmos, talvez ao nível do Japão; ao ponto que quando um deles subsistir e for pego roubando, com vergonha de seu povo, possa por si só se eliminar do poder ou da própria vida. Política tem que ser vista e discutida em nível da razão e não em nível das paixões. Léo Pinheiro Outubro de 2010.
Escrito por Léo Pinheiro às 13h11
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Um país que não investe na educação de suas crianças e jovens, no futuro vai ter que investir em programas paliativos que provocam atraso considerável no desenvolvimento do país, como: alfabetização de adulto, e cursos profissionalizantes, formando analfabeto funcional; alem de programas eleitoreiros do tipo “Bolsa Família”, bolsa escola etc. Hoje se fala muito em desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. Como se pudéssemos atingir esses objetivos sem investimento sério e responsável na educação. Desde criança ouço falar que o Brasil é o país do futuro, porque é rico de recursos naturais. Mas esse futuro nunca chega, e as riquezas naturais parece servirem apenas aos grupos de privilegiados com acesso aos poderes, político e econômico. Outro dia, “navegando” pela Internet encontrei um artigo numa revista espanhola que dizia: ”a China está escravizando seu povo, fazendo-o trabalhar dezesseis horas por dia e ainda mandando os operários levarem serviços para fazerem em casa, como faz o Japão, com o objetivo de se tornarem em dez anos a maior potencia econômica do mundo”. Será válido se tornar a maior potencia econômica do mundo se o povo continua pobre e instrumento de manobra nas mãos dos detentores dos poderes econômico e político? Um país se desenvolve para proporcionar qualidade de vida ao seu povo, não somente aos seus líderes e iguais. Os Estados Unidos da América é um bom exemplo, gasta bilhões de dólares com programas espaciais, outro tanto para manter guerras estúpidas contra países indefesos, muitas delas, somente para mostrar seu poderio bélico e escamotear interesses econômicos; ao mesmo tempo em que não se empenha o suficiente para eliminar os bolsões de pobreza em vários estados americanos. Um país só é rico quando todo seu povo também é rico, ou pelo menos tem padrão de qualidade de vida digno. Parece ser nessa linha que caminha o nosso Brasil, quer ser grande a qualquer custo, distribuindo migalhas para calar a boca do povo, com bolsa família e outras benesses. Considerando o momento histórico, esses programas têm a finalidade de amenizar o sofrimento de milhares de brasileiros que foram usados indevidamente. O que indigna é que eles não necessitariam existir; mas, colocados a flor da realidade, precisam ser corrigidos com programas paralelos que possam num futuro breve eliminar essas necessidades; e não mantê-los como formação de curral eleitoral. Enquanto mantivermos professores mal pagos e despreparados, um sistema previdenciário injusto, atendimento a saúde insuficiente e de péssima qualidade, a segurança pública falida, e a justiça engessada por uma constituição “cidadã”, e sem um empenho sério na área da educação, nada acontecerá em matéria de desenvolvimento sustentável com qualidade de vida. Porque quando se investe em educação, indiretamente estamos investindo em saúde, cidadania, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. Não conheço nenhum país que tenha chegado ao nível de país desenvolvido que não tenha investido seriamente na educação de seu povo. O problema parece estar no fato de que, um povo culto se torna questionador, exigente dos seus direitos. E isso incomoda o sistema que não quer ser questionado. Léo Pinheiro ADM.e Pedagogo .
Escrito por Léo Pinheiro às 12h24
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CONVERSA DE BOTEQUIM Nos bares, escritórios, ruas e praças, ou em qualquer lugar onde se aglomeram pessoas para conversar sobre variados assuntos do cotidiano; sempre surge alguém especialista em todos os campos do conhecimento humano, que puxam as atenções e a responsabilidade do debate para si. Alguns são conhecidos como os “gênios da cultura inútil”. Eles pensão que sabem tudo de tudo que acontece com as pessoas e no mundo; e têm amigos em todos os campos do conhecimento, em todos os segmentos sociais e nos poderes constituídos - e não são pessoas comuns, são as mais expressivas e influentes nas suas áreas de atuação que avaliam sua fala. Esses tipos argumentam com tanta ênfase, que há daquele que discordar ou tentar se impor, demonstrando conhecimento superior aos deles. Isso é suficiente para alterar o tom da conversa para mais, ao ponto que se no grupo não houver um espírito conciliador, pode acabar o bate-papo em ofensas pessoais e brigas corporais. Suas mentiras têm que ser valorizadas como se fossem verdades infalíveis, por que: mentiroso que se presa acredita piamente em suas próprias mentiras, e discordar delas é uma ofensa a sua “iluminada inteligência”. Interessante que eles não precisam de muito tempo para ter o domínio da conversa, basta alguns minutos para assumirem a liderança do debate, e a partir daí, os outros passam a ser meros espectadores, que se limita a balançar a cabeça em sinal de concordância e submissão aos seus conhecimentos, ou no afã de evitar conflitos que poderiam detonar o ambiente. E nesse momento, ele enche o peito de ar, assume uma postura herecta e finaliza a conversa com ar de superioridade e ainda sentencia: Comigo não camarada, conheço muito bem como funciona as coisas; ninguém me faz de bobo, mesmo porque não devo favores nem dinheiro a essa gente – se for apurar a verdade, tem dívida até o pescoço - por isso posso falar em qualquer lugar; não tenho “rabo preso”, e parafraseando Zagalo, ainda acentua: “eles têm que me engolir!” Mas, o mais interessante mesmo é ficar no grupo como observador atento, concordando com tudo e dando “corda”, para ver até onde vai à imaginação e a criatividade humana, em tecer maranhados de assuntos diversificados para chegar à condenação inapelável de alguém ou grupos organizados, para um determinado fim comum - mesmo que não se conheça o tal fim comum - de forma a não haver contestação quanto ao seu veredicto final. Recentemente, estava num bar tomando uma cerveja com alguns amigos, quando me de conta, me vi envolvido num bate-papo que começou amistosamente sobre futebol. O ambiente esquentou e se estendeu pela economia, globalização, política, corrupção, religiões, justiça e parou nas instituições esotéricas. Ninguém, nem instituições foram poupadas. O que assumiu a liderança do debate, se é que se pode chamar de debate, porque tomou a palavra e não mais a devolveu, e ninguém se atrevia a interrompê-lo. O “pseudo-líder-sabe-tudo”, comentou do alto de sua sabedoria: que nada de ruim aconteceria com os corruptos, políticos ou não, envolvidos nos escândalos nacionais. Sabem por que? Há..Ha...Ha... Gargalhou. Não sabem? Porque são todos maçons! E com essa raça de mafiosos, ninguém se mete – eles estão infiltrados em todos os escalões dos governos – e gesticulando desordenadamente com os braços e o corpo - não é só no Brasil não, meus filhos! É no mundo todo! Toda essa globalização é fruto deles - são juízes, políticos, generais das três forças, empresários, religiosos, delegados, o que vocês imaginarem - É uma raça muito rica e poderosa e não é de hoje, isso vem desde o Império Romano. Olha! Eu posso afirmar isso, porque aqui entre nós não tem nenhum maçom, somos pobres demais para entrar no meio deles: não é “seu” Léo, apontando para mim, e eu confirmei dizendo: se for assim como você diz quem sou eu para ser maçom, não é verdade? Bem que eu gostaria de ser um deles, não achas? -Ah... Sim! E repetindo exclama: mas pode tirar o “cavalinho” da chuva meu amigo, com o tipo de comércio que você tem nem pensar! Somos pobres demais para estar nesse meio, viu “seu” Léo! Todas as grandes empresas do país são de maçons. Aqui mesmo em Florianópolis, não conheço nenhuma grande empresa que não seja deles; no Brasil e no mundo, “Choping”, hotéis, emissoras de rádio, tvs e jornais; indústrias, tudo são deles, são os chefões do Grande Oriente do Estado, uma espécie de “quartel general dos homens”. Eu sei! “Bagrinho” como nós não entra nisso meu filho, só os graúdos entenderam? Eles são tão espertos que não falam para ninguém que são maçons, é segredo, mas eles têm formas ocultas de saber quem é do grupo deles, entenderam? Meu pai foi coronel do Exército, e conhecia muito bem os grandões que atuavam no próprio exercito. -Aí arrisquei perguntar: se eles não falam pra ninguém que são maçons, como você descobriu que toda essa gente que você citou é maçom? -Há... Aí é que tá...meu camarada! Eu os conheço a cem metros de distância meus amigos; se eu vir passar um por aqui, já te digo: esse é maçom! -Com cara de surpreso arrisquei: como? -Há... “seu” Léo, eles são diferentes de nós; pelas roupas, o jeito de andar e são imponentes, nariz empinado e nos olham com superioridade de cima a baixo; dirigem carrões importados, quando estão a serviço, só usam terno preto e quando não estão, usam roupas beges. -Há...é! Exclamei surpreso! Um do grupo se olhou de cima a baixo e em tom de brincadeira falou: -Pô meu... Então sou maçom e não sabia, estou de roupa bege! O homem empolou o peito e com ar de superioridade disse: com todo respeito meu caro, você é pé-de-chinelo, os homens são da elite! - “Seu” Léo, fala a verdade! Você conhece algum maçom? - Eu não, respondi: como vou conhecer se você disse que eles vivem camuflados? - Camuflados é modo de falar seu Léo, dizem até que eles têm pacto com o “demo”, que são capazes de estarem aqui no meio de nós e a gente nem percebe. Sabe “seu” Léo! Mas isso é folclore, muitos deles andam como nós; freqüentam nossos ambientes, mas não se “abrem”, ficam na deles, entendeu? -Na verdade, disse outro do grupo: o negócio dos maçons então é dinheiro e poder? -O líder sabe tudo já tomou a palavra novamente e falou: -Dizem que eles fazem muita caridade; é verdade! Eles têm hospitais, universidades, essas ONGS todas são dirigidas por eles. Nos tribunais, receita federal, ministérios, eles são chefes, eles é que mandam, prefeitos, governadores e até o presidente são orientados e só fazem o que o Grande Oriente manda, porque é lá que fica a cúpula deles, meus amigos, eu sei..conheço muito bem os meandros. Porque que fizeram tanto plano econômico e nenhum deu certo e o plano real deu certo? Porque o FHC é um dos chefões do Grande Oriente do Brasil. Entenderam! Todo mundo sabe disso, só não sabe quem não lê jornal, é alienado, Zé povinho. Não é “seu” Léo? Fiquei calado, ele continuou: enquanto essa gente mandar no Brasil, nós estamos condenados a viver de migalhas, porque o que o senhor falou agora pouco - apontando para o amigo de roupas bege – é pura verdade. Os maçons só pensam no dinheiro e no poder. Até o Buch é maçom, e dos grandes em nível mundial, por isso ele não respeita nem a ONU, muito menos os outros países, porque a raça está espalhada em todo mundo, entenderam? São lideranças políticas, econômicas, empresariais e religiosas de todos os dogmas, O mundo está nas mãos deles meus amigos. Bom, para finalizar, estou indo, boa tarde, outro dia conversamos mais, tchau meus amigos! E saiu cheio da razão e o grupo foi se desfazendo por falta de liderança, talvez, e cada um que saia, fazia seu comentário se referindo ao “líder- sabe-tudo”. -Ele é um cara muito inteligente, estudado... - Outro comentava: é um grande mentiroso. -Um terceiro: eu só fiquei calado para não ter que dizer umas poucas e boas, só fala m...! E outro ainda. - Se ele tivesse esse conhecimento todo, não estava aí vivendo as custa dos filhos e da mulher, pensa que não o conheço? ”Papudo”! Léo Pinheiro Outubro de 2011.
Escrito por Léo Pinheiro às 11h54
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