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Blog do Lídio Leopoldo Pinheiro


CAMISA VERMELHA

Outro dia precisei comprar uma camiseta regata, o calor estava insuportável para usar camisa de manga. Fui até a loja de um amigo petista roxo, daqueles que arruma desculpa para todos os mal feitos do PT.

Entrei na loja, e uma de suas funcionárias veio me atender, ele estava atrás da caixa, não o vi, escolhi uma camiseta regata vermelha. Foi quando ele se mostrou e veio logo com suas piadinhas  própria de petista: Não acredito que vou ver a cor do dinheiro de um coxinha, e gargalhou...e continuou no tom de gozação: fala mal dos comunistas, dos petistas, e do vermelho e vem comprar uma camisa vermelha? Eu sempre desconfiei que você era um petista  disfarçado de tucano,  kkkkk.

Calmamente respondi: você tem cinco lojas espalhadas pela ilha, mas eu é que sou coxinha? Eu adoro a cor vermelha amigo, já tive 2 carros vermelhos, tenho camisa vermelha, bermudas e até tênis vermelho; o que eu não gosto cara, é da ideologia vermelha, entendesse? Gargalhando, saiu do balcão e veio me dar um abraço, e brincando disse: não vou te dar a camiseta de presente porque você tira muito sarro de mim, mas vamos ao bar do amigo Chico aqui na frente que vou te pagar um café. E fomos, tomamos café, conversamos sobre os negócios, família etc., menos de política.

Por que estou descrevendo isso? Para mostrar a vocês que o fato da gente divergir nas ideias, não  é motivo para nos tornarmos inimigos, aliás, os políticos eleitos fazem isso com muita propriedade. Estamos cansados de ver políticos oposicionistas darem entrevistas juntos a um mesmo repórter, divergirem completamente sobre o assunto questionado pelo repórter e no fim, saírem juntos conversando para o bar do congresso para saborearem um cafezinho.

E nem poderia ser diferente, políticos não são inimigos, são adversários partidários; a final estamos todos de passagem por esse planeta terra. E o que levamos dele são as amizades que fazemos e o conhecimento que adquirimos. Quem duvida que num determinado tempo não estejamos juntos no outro lada da vida, batendo um papa sobre nossa passagem pela terra, questionando as besteiras que fizemos, os momentos de arrogância,  da intolerância e do mal que fizemos aos nossos irmãos, do orgulho besta, de acharmos que somos melhores que os outros, só porque tivemos um poder aquisitivo melhor, a oportunidade de estudar em boas escolas, por ter nascido em famílias ricas, de artistas escritores , esportistas, políticos etc. Quem sabe não estaremos renovando nossas promessas aos nossos mentores espirituais, que se tivermos uma nova chance de voltarmos a terra,  faremos tudo diferente, seremos mais generosos, compreensivo, tolerantes, respeitando as divergências, e ainda nos comprometendo de construímos um mundo melhor para todos e transformar a terra num lugar de convivência pacífica, amorosa e igualitária. Para quem acredita que a vida continua alem do corpo físico essa reflexão pode ser válida.



Escrito por Léo Pinheiro às 21h00
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IMPRENSA

Recentemente Alexandre Garcia, do Globo News, comentando as eleições para presidente dos EUA disse que toda a imprensa americana, trabalhou abertamente para eleger Hillary Clinton, mas o eleito foi Donald Trump. Acrescentou  que a imprensa, não só a americana, mais a mundial, inclusive a nossa, claro; precisa aprender que  ela não domina e não manda no povo.  Que esse negócio de dirigir as massas está ficando desacreditado.

É verdade, o povo não precisa da imprensa escrita e falada para se instruir, nesse quesito as redes sociais são muito mais eficientes. Ela está com as pessoas cotidianamente, em casa, no caminho para o trabalho, no próprio trabalho, na praia, nos clubes. São mais confiáveis  mais rápidas e permitem  até o diálogo instantâneo com quem emite opinião, coisa que a imprensa tradicional não permite o direito instantânea de resposta. Essa facilidade está deixando os fazedores de cabeças apavorados, não é por acaso que de vez enquanto surgem políticos com ameaças de censurar as redes sociais.

A mídia tradicional se não se modernizar e se conscientizar que ela já não pode mais manipular as massas, corre o risco de perder mercado, até o mercado publicitário que lhe alimenta. As pessoas estão deixando de assistir TV e ler jornais, revistas e blogs, que demonstram, sem nenhum pudor, ser imparciais, e suas tendências políticas e seus interesses particulares.



Escrito por Léo Pinheiro às 20h51
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Lava Jato

Segundo levantamento mais recente elaborado pela Procuradoria Geral da República; desde março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da Lava Jato, foram realizadas 79 prisões preventivas, 103 prisões temporárias e 179 conduções coercitivas. Durante o período, foram abertos 1.434 procedimentos de investigação e realizadas 730 buscas e apreensões. Segundo o balanço, 79 investigados assinaram acordo de delação premiada.

Os desvios na Petrobrás envolveram pagamento de propina de aproximadamente R$ 6,4 milhões a ex-diretores da estatal e demais investigados. Por meio de acordos de delação premiada, os procuradores conseguiram a repatriação para o Brasil de R$ 756,9 milhões que estavam depositados fora do país. Além disso, R$3,2 bilhões em bens que estavam em posse dos envolvidos foram bloqueados. O valor total de ressarcimento pedido à justiça pelo Ministério Público  Federal, incluindo multas, é de R$ 38,1 bilhões.

De acordo com levantamento divulgado pelo gabinete do ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação na corte, foram aceitos cinco denuncias  contra parlamentares,  que vivaram réus na corte. Mais cinco estão prontos para julgamento, e seis inquéritos foram arquivados. Os dados também mostram que 24 dos 25 acordos delação que chegaram à Corte  para homologação do ministro foram aceitos. Apenas uma delação foi remetida a presidência da Casa por problemas processuais.

Cerca de dois anos após o inicio das investigações de pessoas com prerrogativa de foro, o STF (Supremo Tribunal Federal) não condenou nenhum  investigado na Lava Jato.



Escrito por Léo Pinheiro às 22h47
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A CARIDADE

 

Fora da caridade não há ambiente para o verdadeiro Amor, mas a verdadeira caridade igualmente não se expressa sem o ato amoroso que se irradia do coração para todas as frentes de trabalho onde o Bem é a meta dos sentimentos.

Nada se faz de graça para os outros. É tolice  achar que as pessoas caridosas fazem tudo sem pensar em recompensa. O caridoso tem um olho na terra e outro no céu, O   brilho nos olhos e o sorriso nos lábios nas pessoas que recebem a caridade, nos dá uma tremenda satisfação que corresponde em dobro o valor da dádiva ofertada.  São essas coisas que nos proporcionam prazer que nos tornam felizes; e nos dá a recompensa e a esperança de alcançar a dádiva de um mundo melhor além-túmulo. Essa esperança que nos faz continuar a praticar o bem a nossos irmãos.

Como é tolice achar que  recompensa é tudo aquilo que só vem através de bens materiais. Os valores materiais são importantes para que se possam fazer mais caridades e com isso buscarmos o prazer de servir. Mas, eles não são a única fonte de prazer e de felicidade. Porque felicidade é um estado de espírito e não o desejo desenfreado de possuir bens materiais.

Conheço muita gente rica em bens materiais que são verdadeiros avarentos, que vivem como pobre com medo de ficar pobre e jamais estende as mãos para auxiliar alguém. Professam que tudo o que possuem é fruto do seu próprio trabalho e que quiser ter que faça o mesmo.

A política é um excelente caminho para se praticar o bem, é através dela e de sua organização social, que teremos maiores oportunidades de ajudarmos as pessoas e a nós mesmos, contribuindo mais decisivamente com a qualidade de vida de nossa gente, especificamente as que vivem a margem do sistema.

Entendo que fazer política é contribuir para a inclusão social; é um ato de amor. Política é coisa séria, nós é que não levamos a política a sério quando escolhemos nossos candidatos a cargos eletivos.

Dizer que o poder corrompe é outra tolice popular. O poder não corrompe ninguém, apenas revela caráter.

O corrupto existe tanto no poder como fora dele; porque a corrupção faz parte da personalidade doentia do corrupto, é um desvio moral. Corrupto declarado ou não sempre será corrupto, é incorrigível. Honesto sempre será honesto, porque tem responsabilidade com sua formação moral, com o dever social e o prazer de trabalhar pelo bem de seu povo e de sua terra; além da consciência de que nada levará desse mundo à não ser os conhecimentos adquiridos e o bem praticado em sua passagem por esse planeta terra.

 

Lídio Pinheiro



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Escrito por Léo Pinheiro às 23h06
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CRISE ECONÔMICA

 

O Brasil foi o país que mais cresceu no período pós-revolução de trinta até a década de 1980. Somente a partir do final do governo militar até 1995, a economia tomou rumos inversos ao crescimento entrando numa tremenda crise econômica e desequilíbrio inflacionário. A inflação nesse período pós-militar, chegou ao patamar de 75% ao mês, 900% ao ano. O desabastecimento foi inevitável. Pessoas faziam filas nos supermercados para comprar sal, açúcar, carnes e frangos; antes que acabasse o estoque, e a correria nos supermercados era grande, não só atrás dos produtos, mas para passar a frente também,  do remarcador de preços com suas maquininhas de remarcar. o frango chegou a ser vendidos em partes, era impossível para o pobre comprar um frango inteiro, os mais bem assalariados podiam comprar coxas e peito de frango, (é possível que os coxinhas vem desse período) os que ganhavam menos compravam as carcaças do frango, sim meus amigos, carcaças de frango. Foi um período doloroso! Depois de vários planos econômicos frustrados implantados pelos governos pós-militares. Surgiu no governo FHC o plano Real, que apesar das críticas da oposição, levantou a credibilidade do país e trouxe de volta os investimentos estrangeiros, o reabastecimento do mercado e  o fim da inflação, e colocou o país nos eixos;   reabilitando e estabilizando  a economia.

O mais difícil para o FHC, alem do combate a corrupção, foi enfrentar a cultura do aumento mensal de salários, principalmente do funcionalismo público, com os salários congelados, em função do grande aumento  de compra que os salários obtiveram com a troca de moeda. Mas os sindicatos fiaram sem função por oito anos, e precisavam justificar sua existência, e  o jeito foi apelar para a máxima socialista de destruir reputação, até que chegassem ao poder através de Lula.

Quando o Lula foi eleito começou a colher os frutos do plano Real, empolgado com o sucesso, ao invés de aproveitar para fazer investimento na infraestrutura do país, já sucateada, se encheu de vaidade e só queria viajar pelo mundo divulgando ser o melhor presidente do mundo, investindo bilhões em países vizinhos: como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador, Angola e perdoando dívidas de países africanos. Passou o governo para sua parceira Dilma Rousseff, um país combalido, dando os primeiros sinais de desaceleração do crescimento com a queda do PIB; desestruturado, com altas taxas de juros, com a queda das commodities, o governo Dilma, para ajustar o nível de atividade econômica, manteve a expansão do credito e ajudou o setor produtivo com isenções fiscais. Essas medidas não foram suficientes para dinamizar o Crescimento produtivo (PIB), a baixa arrecadação  associada a o alto nível de corrupção no governo e estatais, fez explodir em 2015, a maior crise econômica da nossa história; dando origem ao  impeachment da presidenta Dilma.



Escrito por Léo Pinheiro às 00h02
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PEC 241 Agora no Senado,  PEC-55

É consenso entre os analistas econômicos que a questão fiscal passa por maior  rigor na administração das finanças públicas. O Estado perdulário, gastador, tem que ser substituído  por um sistema baseado no planejamento estratégico e na eficácia da aplicação dos recursos públicos.

O Brasil tem sido vítima de governos perdulários, que sempre gastaram mais do que arrecadaram  sem eleger prioridades que alavancasse o desenvolvimento sustentável; e o resultado está aí: uma dívida interna e externa gigantesca, E o  porquê dessa dívida? Quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa pedir dinheiro emprestado para cobrir o déficit, e para que consiga instituições financeiras disposta a emprestar, o governo aumenta os juros. E aumentando os juros gera inflação e com isso toda a população paga a conta nos produtos que compra. Como o governo não para de gastar, a dívida vai aumentando, os juros subindo, e por fim o governo já não paga mais a dívida, somente os juros da mesma, e com isso a  inflação vai se agigantando e a crise econômica se torna  inevitável; como a que estamos vivendo hoje. Nosso sistema de saúde, educação e segurança estão  falidos, infraestrutura sucateada que impedem o crescimento do país. E nós nos perguntando onde foram parar os quase 50%  dos nossos rendimentos pagos em impostos para o governo?

Justificar os protestos contra a PEC 241 alegando que ela vai tirar dinheiro da educação e da saúde é balela,  mesmo por que ela não tira  a possibilidade do gestor alocar recursos de uma área menos prioritária para essas áreas. Além do que não há como piorar essas áreas de fundamentais  importância social, é só olhar os índices que analisam a nossa educação, saúde e segurança, que os colocam como os piores entre os países emergentes. Não foi por falta de recursos, e nem existia mecanismo legal que impedisse o governo de investir nessas áreas!

As reformas precisam ser feitas, se vão dar resultados, só o tempo dirá. Se não der, mudam-se as leis. Para isso existe o Congresso Nacional; é preciso testar novas alternativas, novos modelos de gestão, da forma como está não pode ficar. É preciso colocar limites nos gastos públicos. Isso serve também para inibir a corrupção e os superfaturamentos em obras públicas. Não podemos nos sensibilizar com protestos e invasões escolares, que são conhecidamente de cunho ideológicos, descompromissadas com a realidade vivenciada pelo país.

Lídio Leopoldo Pinheiro.

ADM e Pedagogo.

Fpolis, 20 de novembro de 2016.

 



Escrito por Léo Pinheiro às 23h59
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CANASVIEIRAS

Final  de outubro, a três  meses da nova temporada de verão, e término de mais um mandato de prefeito;  mais quatro anos de esperanças perdidas. Canasvieiras continua abandonada, nada foi feito pelo bairro que recebe o maior contingente de turistas no verão.

 As ruas continuam sujas e esburacadas, bueiros sujos e com  tampas quebradas; as ruas Mário Lacombe e José Daux,  há muito estão esperando, no mínimo um recapeamento. Sem contar os pedaços de ruas de chão batido que, por incrível que pareça,  ainda existem no bairro.

 Ligações da rede fluvial na rede de esgoto, o mau cheiro surge nos bueiros, algumas já identificadas e demarcadas pela CASAN, faixas de pedestre e meio-fios apagadas, jardins da praia abandonados, lixeiras quebradas e em números insuficientes para atender a demanda do lixo gerado pelos turistas e  comerciantes na areia da praia.

É de se perguntar: o que é feito com o dinheiro arrecadado com os impostos no bairro?

 O viaduto  na entrada de Canasvieiras, que deveria eliminar o trevo, só facilitou quem vem da Cachoeira do Bom Jesus, para quem entra no bairro piorou, alem do trevo,  agora tem também uma lombada sob o viaduto, que causa congestionamento e acidentes para quem entra e coloca em risco também, quem vem de Jurerê,   pela Tertuliano de Brito Xavier para  entrar na Avenida das nações e para ir a cachoeira, que se obriga a cruzar a SC por baixo do viaduto.

O Centro de convenção ficou isolado; corre-se o risco de atropelamento, na entrada e saída do centro; tanto pela SC 401 como pela Av. Luiz boiteux Piazza. Muita gente que participa das convenções deixará de visitar o comercio e a praia do bairro por questão de segurança.

Não se vê até o momento, nenhuma movimentação das autoridades municipais para resolver esses problemas. Isso sem falar no Rio do Brás, pivô da poluição nos verões passados e outros pontos de poluição da praia, conhecidos das autoridades estaduais e municipais. Nada mudou sobre  a “lagoa do Brás”, e esses pontos de poluição.

O sonhos de uma grande praça no terreno ao lado da paróquia N. S. de Guadalupe e o alargamento da faixa de areia da praia,  se apagaram.

 Lamentavelmente temos que suportar mais falsas promessas durante essa campanha eleitoral; mais quatro anos na esperança de que o bairro seja mais bem tratado pelas novas autoridades que deverão assumir o comando do município.

Como é difícil conviver com essa amnésia que ataca os políticos após se elegerem; está na hora de mudar o discurso de conquista de votos, esse comportamento de fazer falsas promessas é que leva ao descrédito dos políticos junto ao eleitorado, e faz com que muitos eleitores  anulem seu voto.

Lídio Leopoldo Pinheiro

Adm.

 

 

 




Escrito por Léo Pinheiro às 12h47
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AMBIÇÃO É ÉTICA


"Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é." Carl Gustav Jung

 

O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraír algumas reflexões, para ilustrar esse artigo.
 
(Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.
 
As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.
 
A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.
 
Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão).
 
Essa verdade leva a maioria dos pais a se preocupar bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.
 
O que o  filho colou na prova não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
 
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
 
Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.
 
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.
 
E por quê? Porque dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.
 
Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.
 
O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.
 
Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.
 
Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários televisivos e que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.
 
Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.
 
E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.
 
Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.
  
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.
 

Nesse momento que todo mundo tenta definir ética, diante da avalanche desmoralizante dos políticos e empresários brasileiros envolvidos em corrupção, e considerando tudo o que tenho lido sobre o assunto, posso afirmar que a mais precisa definição que minha humilde inteligência encontrou está sintetizada em uma frase do Apóstolo Paulo, em I Epistola dos Coríntios (I Cor 6,12)

 

“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.”

 



Escrito por Léo Pinheiro às 23h34
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VÍCIOS DA DEMOCRACIA

Para bem governar, em qualquer nível de governo, o executivo não pode ficar na dependência do legislativo; assim como o legislativo não pode cumprir com seu dever de legislar bem, dependendo do executivo. E preciso derrubar esse “vício democrático” que para governar o executivo precisa ter maioria no legislativo; isso sugere a suspeição de troca de favores, corrupção, e o pior, domínio de um poder sobre o outro, submissão! Descaracterizando as normas constitucionais da independência e autonomia dos poderes. 

Quando os poderes são competentes não precisam se subordinar um ao outro; também não fazem oposição por questões partidárias ou ideológicas, precisam compreender que estão a serviço do povo. Os projetos de leis devem ser estudados em conjunto (legislativo e executivo) até a exaustão,  de modo à  se ter uma visão clara dos benefícios e aplicabilidade; e a partir daí aprová-los ou não; mesmo que  para isso, tenham por vezes, de contrariar orientações partidárias, ideológicas,  interesses pessoais e de amizades.Precisa prevalecer o interesse público. O político uma vez eleito, seu compromisso maior é com a social, com o bem estar do povo ao qual se propôs  servir.

 As pessoas eleitas para esses cargos,  precisam ter consciência de que eles formam uma diretoria administrativa, de alta responsabilidade social, responsáveis por uma gigantesca empresa que engloba centenas ou milhares de empresas menores,  instaladas nos Municípios e Estados, que são geradoras de emprego e renda, alem de  constituírem, a maior fonte de arrecadação dos recursos públicos. Por essa razão precisa se preparar e pensar como administrador público.

Política não se confunde com campanha eleitoral, onde os candidatos expõem suas propostas ao eleitor afim de  conquistar seu voto. Política exige conhecimento dos mecanismos democráticos como também da legislação.  No nível de desenvolvimento em que se encontra a nação - embora não seja ainda o que gostaríamos -   não há mais espaço para aventureiros  irresponsáveis, que querem fazer da política um cargo vitalício e um caminho fácil para o enriquecimento ilícito.

Cabem a nós eleitores, escolher candidatos que conheçam bem os cargos que pretendem exercer; porque a fome pelo dinheiro e a vaidade pelo poder de muitos políticos e candidatos a políticos é tão forte que não podemos errar.

Lídio Leopoldo Pinheiro.

Publicado no jornal ND de 13-09-2016.

 

 

 

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 10h01
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PONTE HERCÍLIO LUZ

Florianópolis está precisando construir outra ponte.  Por que não desenvolver um projeto de  uma ponte  com  4 pistas de rolamento no lugar da ponte Hercílio Luz, que continua gastando fortuna de recuperação e manutenção, para não resolver o problema de fluxo de veículos na entrada e saída da cidade?

O projeto da nova ponte, com o mesmo nome,  e  incluir sobre ela, a  instalação de  uma estrutura mais leve, de fibra de carbono ou alumínio, cópia fiel da estrutura da ponte velha. Assim ela   não perderia suas característica de ponte pênsil e  continuaria representando o  símbolo de Florianópolis.

Lídio L. Pinheir0.

 

Publicado no jornal ND de 19-09-2016.



Escrito por Léo Pinheiro às 09h45
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OS BAILES

Na década de 50 até meados dos anos sessenta, as comunidades do interior da Ilha, tinham seus locais de bailes, normalmente nas vendas, num lado da casa ficava a venda no outro a sala da casa, que também era usada como salão de baile.

Em vargem Pequena, os bailes eram realizados na venda do “Seu Ilharinho”; em Vargem Grande, na venda do seu Zino; em Ratones, na venda do Aldo da Branca ou na venda do João Basílio. Canasvieiras era a única comunidade que tinha salão próprio de baile, que pertencia a Associação Comunitária.

A comunicação desses eventos era feita, por foguetes rojão, como já descrevi em outra crônica, “O Padroeiro”. Para se chegar ao baile na Vargem Grande, na venda do Zino; saíamos de Vargem Pequena pelo Caminho do Alemão, que dava direto no salão de baile. Quando chovia, o barro vermelho ficava liso,  escorregadio e grudava nos sapatos, fazendo-os ficarem mais pesados do que um par de botas de borracha; por essa razão, tirávamos os sapatos e as meias, arregaçávamos as calças ao chegar o início da subida do morro, amarrávamos os cadarços uns aos outros e pendurávamos os sapatos nos ombros. Subíamos e descíamos o morro de mãos dadas, se caísse um cairiam todos; tudo isso equilibrando uma lanterna ou facho de fogo. Porque não havia chegado à eletricidade nas comunidades e as noites eram um breu, com exceção das noites de lua cheia, que não precisávamos de luz auxiliar. Tinha algumas meninas que riam tanto com a situação, que para conseguirem subir o morro, tínhamos que tirar o cinto das calças e amarrá-las em nós. Ás vezes parecia patético e arriscado, mas éramos jovens e para a juventude risco é apenas diversão, e muitas vezes era mais  divertido a passagem pelo morro do que o baile. Se olhávamos para o chão, era só lama e pedras. Se olhávamos a frente, só escuridão. Se olhávamos para o alto, a lua e as estrelas haviam se escondido de nós para se divertirem com nossos tombos. Ao descer o morro do lado da Vargem Grande, existia o rio, onde as senhoras lavavam as roupas e as colocavam-na estendidas no pasto que servia como quarador. No rio, lavávamos os pés e os enxugávamos com as roupas do quarador, passávamos as roupas sujas na água do rio e tornávamos a estendê-las no quarador para que as donas não percebessem que as havíamos usado. Calçávamos as meias e os sapatos e íamos para o baile.

No  salão de baile os músicos ficavam sobre um elevado de madeira a 40 cm do piso. Envolta do salão, encostado as paredes ficavam os bancos, para as mães e avós das moças se sentarem, enquanto observavam as filhas e netas dançar e se alguma mão boba tocava em lugares inadequados das moças. Beijar uma moça no salão quando dançando era motivo para ser sumariamente expulso do baile. Nenhuma moça poderia rejeitar o convite de um homem para dançar, se o fizesse, não dançaria com mais ninguém durante o baile. Se tentasse quebrar esse protocolo, o baile terminaria em pancadaria. O momento mais esperado do baile era à hora da marcha da gasosa, em que as moças vinham tirar os rapazes para dançar, o felizardo pagava à gasosa, (um refrigerante de limão).

Os moços que não sabiam ou não gostavam de dançar, ficavam no lado de fora do salão, olhando pelas janelas, outros aproveitavam para sacanear as velhinhas. Amarrando suas  tranças de cabelos com barbante comprido na tramela das janelas; quando se levantavam para ir embora, o cordão esticava e a velhinhas soltavam um enorme grito e por vezes caiam no salão, enquanto a turma ria de gargalhar, as velhinhas os amaldiçoavam até a 5ª geração.

Quando o sanfoneiro era ruim, tocava mal, a  sacanagens preferidas era encher os bolsos de pimenta verde, quando o baile já estava no meio, salão cheio, furava-se o bolso, para que a pimenta caísse pelas pernas, sem que percebessem que as jogou no salão. Amassada com os pés dos dançarinos levantava um vapor de pimenta que não havia quem suportasse. Saiam todos correndo, o salão era esvaziado em minutos, decretando o fim do baile.

Quando o baile era de orquestra e os músicos tocavam mal, convocavam-se dois ou três moleques para chupar limão na frente dos músicos. Em minutos os instrumentos de sopro estavam cheios de saliva e os músicos paravam de tocar até que os moleques fossem retirados do salão. Muitos eram esbofeteados pelos maiores, outros eram proibidos de voltar ao salão.

O retorno para casa era outra aventura, muito mais complicado para atravessar o morro, porque muitos estavam sobre efeito do álcool, e nesse caso, a diversão era hilariante com as quedas nas ribanceiras. Deixou saudades...

Lídio Leopoldo Pinheiro

Dezembro de 2010.



Escrito por Léo Pinheiro às 22h09
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Publicado hoje na coluna “E-mails e Cartas” do jornal Notícias do Dia.

Florianópolis.

 

Eu gostaria de votar num candidato a prefeito que apresentasse um projeto de governo que incluísse um programa turístico que contemplasse os bairros praianos: uma parceria governo e iniciativa privada para trazer cinemas, teatros, casas de diversões, restaurantes e novos hotéis de alta categoria, praças, jardins, melhoria das praias de forma a gerar mais empregos e amenizar a sazonalidade que destrói o comercio local. Não dá mais para conviver somente com o improviso e com o que a natureza nos contemplou. É preciso um modelo de gestão que valorize o turismo, a segunda maior fonte de receita do município.



Escrito por Léo Pinheiro às 13h51
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ANJO DA GUARDA

Morávamos  em Santos, estávamos de viagem marcada para Florianópolis no domingo. Mas sábado fomos a um baile na praia do Pernambuco no Guarujá. Onde dançamos até às quatro horas da manhã.  Ao retornarmos  para casa, resolvemos colocar as malas no carro e iniciar a viagem até Florianópolis como o programado. Era uma forma de não perdermos  o horário e aproveitar o pouco movimento de caminhões na BR 101 nesse horário.

Viagem tranqüila até o amanhecer, quando já estávamos subindo a serra do Paraná; minha esposa dormiu, em seguida devo ter adormecido dirigindo. Foi quando uma carreta me acordou com uma buzina ensurdecedora. Acertei o carro na pista, dei passagem a carreta e segui atrás dela, fiz um esforço danado para dirigir até o primeiro posto de combustível para lavar o rosto, tomar um café e seguir viagem. Já estava no posto tomando o café quando um senhor se aproximou de mim e perguntou: era  você que vinha dirigindo um Gol vermelho  com placa de Santos?

-Sim respondi!

- Eu vinha atrás de você, fui eu quem buzinou, desculpa se lhe assustei, mas eu precisava fazer alguma coisa. Você estava dirigindo em zigzag há mais ou menos  dois quilometro, tentei passar por você, e toda vez que tentava você me impedia. A principio pensei  que estivesse me “sacaneando”, depois achei que você estivesse alcoolizado, por fim pensei, ele deve estar dormindo, foi quando toquei a buzina.

-Eu realmente estava dormindo, respondi! Obrigado por ter me acordado, imagine o que poderia ter acontecido comigo e minha esposa.

-Então, disse ele: era o seu anjo da guarda quem dirigia seu carro esse tempo todo, mas olha – sorrindo- fala pra ele em oração, para treinar mais no volante, ele dirige muito mal! Rimos....

Agradeci o senhor, lavei o rosto, tomei um bom café, descasei um pouco e voltei à estrada.  Dirigi  até Florianópolis calmamente e sem piscar. Valeu o Susto e a experiência.

Lídio L. Pinheiro

 

 



Escrito por Léo Pinheiro às 09h59
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POLUIÇÃO

Há dez anos, quando fui intendente de Canasvieiras, já sofríamos com a poluição da praia,  pelos rios do Brás e Papaquara. Levei duas propostas de solução desse problema  ao prefeito: a primeira solicitava a drenagem do rio Papaquara até o rio Ratones, e o bloqueio das redes de esgoto e águas de serviços nos rios; rasgar o rio do Brás até o mar,  e construir uma ponte na Avenida Luiz Baoteux Piaza, de modo a permitir que os rios se tornassem navegáveis, como já foram  há muitos anos. E a segunda proposta, na impossibilidade de executar a primeira, aterrar o rio do Brás, nos moldes colocado na descrição da minha ultima postagem nesse grupo.

O prefeito achou interessante, e me fez a seguinte pergunta: você sabia que o projeto Sapiens Parque, previa a drenagem do rio Papaquara, e que para ser aprovado pelos órgãos ambientais teve que retira do projeto, porque os “ecochatos” alegaram que o rio não poderia ser drenado, porque nele habitava um jacaré de papo amarelo, que consta na lista de animais em extinção? E continuou: Vá que eu autorize a entrada de máquinas drenando o rio Papaquara  e rasgando o rio do Brás, e apareça essa gente por lá, e descubra na lama tirado dos rios, um protozoário ancestral do homem; eles vão caçar o meu mandato, e por cima vão me condenar aos 30 anos de cadeia. O melhor é não mexer nisso, deixe a poluição crescer que vai chegar uma hora que muita gente vai se envolver nisso e aí sim surgirá uma solução com o apoio da maioria da comunidade.

A verdade é que até hoje nada foi feito, e os rios continuam  poluindo as praias, trazendo prejuízos turísticos para o município e principalmente para o nosso bairro. O jacaré de papo amarelo já foi engolido pela poluição que não para de crescer, e  pelo jeito vai crescer por mais dez ou vinte anos até que surja uma solução com  “base científica”,  ou a comunidade crie coragem para enfrentar os “ecochatos”,  e resolva o problema de uma vez; obrigando as autoridades a investirem  em tecnologia, ou buscar outras soluções capaz de despoluir os rios.  O que não pode é continuar do jeito que está ou deixar piorar, algo precisa ser feito urgentemente.

 



Escrito por Léo Pinheiro às 20h29
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RIO DO BRÁS.

Desculpe-me insistir nessa tecla, mas por vezes me pergunto, por que tentar salvar o Rio do Brás? Não se pode salvar o que  não existe! Quem já teve a oportunidade de ler Vergílio Várzea, sabe que o Rio do Brás já foi navegável. Hoje ele já não existe mais como rio. O que existe é uma lagoa inútil. Rio é um curso de água que corre naturalmente de uma área mais alta para uma mais baixa do relevo, geralmente deságua em outro rio, lagoa ou no mar. Não há nenhuma dúvida de que os rios são de extrema importância para a humanidade, uma vez que fornecem a água que bebemos, além de ser usada para cozinhar os alimentos, para realizarmos a higiene pessoal e residencial, na indústria, na  irrigação das lavouras e hortaliças. A pesca pode ser realizada em rios e suas águas podem ainda servir como via de transporte e de força hidráulica na produção de energia elétrica. O que não ocorre com o chamado Rio do Brás, que é um braço do rio Papaquara, desviado por uma vala de um metro de largura, enlameada e super poluída. A partir dai, forma uma lagoa, com suas águas sendo represadas por um banco de areia da praia transportada pelo mar. Quando chove muito, a lagoa enche rasga o banco de areia e derrama toda a água poluída no mar. Para  despoluir a lagoa seria necessário primeiro, despoluir a rio Papaquara - missão impossível para nossos administradores -  Diante do exposto a cima, a solução é fechar  a vala junto a Avenida Luiz Boiteux Piazza e  aterrar toda a alagoa e construir no local uma praça para uso da comunidade e turistas, eliminando a poluição que a mesma derrama no mar. Porque  transformá-lo outra vez num rio despoluído e navegável é utopia.

 

Lídio L. Pinheiro.



Escrito por Léo Pinheiro às 08h37
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